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11/01/2012

11 de janeiro: Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

publicado por

Logomarca da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida

 

Hoje, 11 de janeiro de 2012, fazem 12 anos que o Decreto Federal Nº 98.816, regulamentou a Lei dos Agrotóxicos. Com a lei, um dos progressos no combate ao uso do “veneno” é a ampliação da consciência da sociedade em relação aos grandes problemas ambientais, como a utilização indiscriminada do produto nas lavouras, tendo em vista, que o Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola, mais de um milhão de toneladas de veneno foram jogados nas lavouras brasileiras somente em 2010.

Neste contexto, a ONG Caatinga vem a 23 anos desenvolvendo seu trabalho junto as comunidades do Sertão do Araripe pernambucano, baseada em princípios Agroecológicos e Educacionais. Mostrando que é possível produzir sem a utilização de agrotóxicos e queimadas, a instituição garante uma melhor qualidade de vida para as famílias agricultoras.

Pensando na conscientização de muitos produtores e produtoras que ainda vivem da agricultura convencional na região, a instituição apoia o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) na Campanha Permanente pelo Não Uso de Agrotóxicos e pela Vida. A iniciativa tem como objetivo promover o debate sobre a falta de fiscalização no uso, consumo e venda de agrotóxicos, bem como sobre os impactos do uso do veneno para a saúde humana.

Riscos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até pouco tempo várias doenças como câncer, doenças respiratórias, neurológicas, transtornos de conduta e más formações congênitas eram tidas como doenças de “causas desconhecidas”, entretanto, análises na área de Saúde Ambiental, que pesquisam os impactos do meio ambiente na saúde humana, classificam o agrotóxico como fator de grande importância no processo de ocasionamento dessas doenças.

O uso abundante de venenos agrícolas implica em graus rigorosos de poluição ambiental e intoxicação humana, pois a grande maioria dos agricultores e aplicadores desconhece os riscos a que se expõem e, consequentemente, descumprem normas básicas de saúde e segurança. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revelados recentemente, os alimentos que contêm maior quantidade de veneno são: pimentão (80%), uva (56,4%), pepino (54,8%), morango (50,8%), couve (44,2%), abacaxi (44,1%), mamão (38,8%), alface (38,4%), tomate (32,6%) e beterraba (32%).