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27/11/2011

“A gente tem que trabalhar de forma agroecológica”

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Algodão agroecológico

Seu Francisco Delmondes, que reside no Sítio Lajinha município de Ouricuri (PE), é um dos agricultores que aceitou o desafio de plantar o algodão agroecológico na sua roça. Em uma tarefa de terra, ele plantou algodão, o gergelim, milho, feijão e amendoim.

Seu Francisco se animou com os resultados do projeto, já que na área plantado, ele colheu 122 quilos de algodão com caroço. Com o beneficiamento do algodão, foram extraídos 48 quilos de lã. Além disso, o gergelim rendeu 24 quilos, e o amendoim 26.

“No balanço geral que fizemos após a colheita, ficou em torno de 515,00 reais de lucro dessa tarefa. Foi um lucro bom. No próximo ano estou pensando em aumentar para um hectare”, planeja. Seu Francisco também tem em sua propriedade, um quintal produtivo que mantêm com a cisterna calçadão de 52 mil litros do Programa Uma Terra Duas Águas (P1+2) da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA).

“A gente tem que trabalhar de forma agroecológica, não dá pra se trabalhar com veneno. Com o algodão agroecológico, você quem vai decidir que culturas consorciar e dá certo plantar consorciado com outras culturas”, confirma. Há sete anos o agricultor trabalha de forma agroecológica e utiliza o fermentado biológico para adubar as suas plantas.

O Projeto

Baseado nos princípios agroecológicos, o Projeto Algodão em Consórcio Agroecológico visa envolver as famílias agricultoras no processo de transição agroecológica. Para cultivar o algodão e obter a certificação de propriedade orgânica, a família deve trabalhar sem o uso de agrotóxicos há pelo menos três anos.

Neste sentido, apenas um hectare de terra deve ser destinado ao cultivo do algodão. Sendo que como se trata de plantas consorciadas, nessa área além do algodão são produzidos também milho, gergelim, sorgo e feijão. O algodão ocupa 50% dessa área e as outras culturas os outros 50%. Na propriedade também não se pode utilizar trator, nem queimadas.

O algodão produzido é beneficiado, passando pelo processo de descaroçamento. A pluma é vendida diretamente para as empresas, e o caroço é utilizado para ração animal e venda. As melhores sementes são selecionadas para serem plantadas no ano seguinte.