Institucional

  Programas

  Impactos da Ação Institucional

  Informativos

  Redes e Articulações

  Galeria

  Publicações

  Poetas do Sertão

  Experiências

  Público

  Contato

  Inicial

Centro Sabiá comemora 15 anos com Seminário e troca de experiências


Os 15 anos de existência do Centro Sabiá foram comemorados com um seminário que reuniu entidades parceiras e agricultores, os quais ajudaram a escrever as linhas de uma história de amor e respeito à vida e ao meio ambiente. O evento intitulado “Agricultura Florestal: semeando segurança alimentar e cidadania no campo” aconteceu no dia 09 de julho, no CEGOE -Campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Reunindo agricultores, pesquisadores, representantes da sociedade civil e do poder público, o seminário possibilitou uma intensa troca de experiências solidárias e saberes. Entre homenagens, apresentações culturais, mesas de debate e feira de saberes e sabores, os participantes puderam conhecer melhor o trabalho do Sabiá e a importância dos cultivos agroflorestais.

 
Durante a manhã, aconteceram apresentações culturais, a Feira de Saberes e Sabores e o lançamento do concurso Mata Atlântica. Com o tema: "Sistemas de produção sustentáveis da agricultura familiar na Mata Atlântica", o concurso tem como objetivo incentivar os estudantes de escolas Agrotécnicas e universitários a desenvolverem estudos e pesquisas sobre sistemas de produção agroecológicos.
 
À tarde, o carrossel experiências apresentou trabalhos exitosos desenvolvidos por agricultores/as de Tuparetama, Abreu e Lima, Ouricuri, Pombos e Bom Jardim, em Pernambuco, e na comunidade de Itapipoca, no Ceará. Os participantes do seminário puderam conhecer histórias como a de Ivan Monteiro, morador de Tuparetama. Atualmente, em uma área de 12 hectares, ele cultiva 35 variedades de frutas, 15 de hortaliças, além de produzir mel e polpa de frutas. "Eu trabalhava de forma errada com o solo. Queimava, usava agrotóxico e desmatava. Com a agricultura agroflorestal as condições de vida da minha família melhoraram muito Quem produz agroecológicos, produz saúde", afirma o agricultor que é assessorado pela Diaconia.
 
Com o apoio e acompanhamento de organizações como o Centro Sabiá, Diaconia, Caatinga, FASE e o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais, homens e mulheres estão desenvolvendo tecnologias sociais para conviver com o Semi-Árido. Tratam-se de cisternas, banheiros redondos, barragens subterrâneas que asseguram o armazenamento de água e o saneamento das famílias. Para melhorar o solo e garantir produção o ano inteiro, muitas famílias apostam na agricultura agroflroestal, como a de dona Tereza Ferreira e seu Cláudio Oliveira, de Bom Jardim, Agreste de Pernambuco. “A nossa terra é pequena, mas tem uma boa produção, temos uma alimentação saudável o ano todo e geração de renda também”, afirma dona Tereza, que apresentou o trabalho que realiza no seu sítio durante o carrossel de experiências.

Quem participou ao carrossel saiu animado com o que assistiu. “Achei muito bom, porque a gente já faz um trabalho com a agroecologia e quando ver outras pessoas também fazendo e dando certo, deixa a gente mais animada”, afirma Mauricéia, agricultora de Bom Jardim.
 
O fechamento do carrossel se deu com a mesa de debate "Agricultura Agroflorestal: Semeando Segurança Alimentar e Cidadania no Campo", da qual participaram a antropóloga Maria Emília Pacheco (RJ), a agricultora agroflorestal Maria Joelma Pereira (PE) e o jovem agricultor Josivan Lima (PE).

As atividades do dia foram encerradas com um animado forró, na Sala de Reboco, com o grupo de músicos da casa e o forrozeiro Josildo Sá. Quem esteve no forró, sentiu a energia dos 15 anos de vida do Centro Sabiá.

Setor de Comunicação do Sabiá

Voltar