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''Estratégias de Acesso ao Crédito para a Agricultura Familiar no Semi-Árido'' Este foi o tema de discussão do encontro Convivência com o Semi-Árido: Perspectivas de ATER e Formas de Financiamento, que aconteceu na tarde do dia 18 de setembro, no Hotel Jangadeiro, no Recife (PE). Participaram do encontro o coordenador de ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) da Associação das Cooperativas de Apoio à Economia Familiar (ASCOOB), Clodoaldo Jorge; o integrante da Comissão de Recursos Hídricos da ASA na Paraíba, José Camelo; o técnico da ONG Caatinga, Cícero Jeedson; a agricultora Cristiane Ribeiro e a consultora para crédito do Pronaf B da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), Mônica Schroder.
O técnico da ONG Caatinga, Cícero Jeedson, afirma que o objetivo do Sistema é facilitar o acesso das famílias agricultoras ao crédito. No entanto, antes de buscar o incentivo, a família deve primeiro analisar sua necessidade. ''O crédito existe para ser acessado, mas é preciso ter as precauções necessárias, para que ela não se torne um instrumento de endividamento da família'', alerta. Apesar disso, Jeedson afirma que o índice de inadimplência é baixo, chegando a cerca de 5%.
Na discussão, foram apresentadas experiências de crédito no Semi-Árido brasileiro como o Fundo Rotativo Solidário, que está sendo implantado na Paraíba; o Cooperativismo de Crédito, com o exemplo da ASCOOB, na Bahia; e o Sistema de Crédito Agroecológico Solidário, projeto desenvolvido pela ONG Caatinga, em Pernambuco. A representante da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) apresentou também dados sobre o Pronaf B (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), crédito rural voltado para as famílias agricultoras.
A agricultora Cristiane Ribeiro é uma beneficiada do Sistema de Crédito Agroecológico Solidário, no município pernambucano de Ouricuri. Ela conheceu o crédito através da Associação de Moradores da Comunidade de Barreiros e Sítios Vizinhos e utilizou o dinheiro para a fabricação de peças artesanais. ''Eu achei ótimo, realmente era o que eu esperava e, hoje, eu tenho praticamente um trabalho próprio. Já acessei novamente o crédito para tirar um valor maior que vai ajudar na minha produção'', acrescenta Cristiane.
Na ocasião, foram feitos grupos de trabalhos que discutiram temáticas relacionadas a crédito e ATER. No grupo no qual o Caatinga estava presente, foram definidas os seguintes temas, que serão discutidas pela ASA, com o intuito de posteriormente serem dialogadas e assimiladas pelos poderes municipal, estadual e federal: Estratégias que garantam a qualificação do controle social e gestão participativa do crédito oficial; Geração de processos educativos para o acesso ao crédito; e, Melhor divulgação das políticas públicas “crédito” para as famílias agricultoras.
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