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As famílias agricultoras do Município de Parnamirim já podem comercializar produtos dos seus roçados agroecológicos.

Por Minéia Patrícia

A feira agroecológica do município de Parnamirim nasce como resultado da soma de esforços do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), Caatinga e Prefeitura Municipal de Parnamirim. Em junho deste ano, as famílias assessoradas pelo convênio Caatinga/PDHC receberam o apoio e contaram com seis bancas para expor na feira seus produtos agroecológicos, livres de veneno. “É uma coisa rara encontrar bancas na feira de produtos sem veneno. Já me falaram que tratam as pragas com folhas no lugar do veneno” diz Dona Edna Miranda, consumidora.

A abertura da feira se deu durante as comemorações do centenário da cidade e contou com a presença de representantes de instituições parceiras governamentais e da sociedade civil. A feira agroecológica funciona semanalmente no mesmo dia da feira da cidade (terça feira).

Vários são os produtos ofertados na feira, lá o consumidor encontra cenoura, beterraba, almeirão, rúcula, espinafre, acelga, tomate, coentro, alface, jiló, e ainda mudas de morango, mel de abelha, bem como frutas e artesanatos.  Assim, os consumidores de Parnamirim podem ter acesso a produtos de qualidade nutritiva e, além disso, as famílias produtoras conseguem um importante incentivo no aumento da renda familiar.

A boa potencialidade hídrica do Rio Brígida e seus afluentes permitem a produção irrigada em larga escala de culturas como cebola e melancia que são os “carros-chefe” nas roças as margens dos mananciais. Esse sistema de produção consiste na transição agroecológica em que as famílias estão inseridas, neste caso, não usam nos seus plantios agrotóxicos e adubos químicos, pois é de consenso que essa prática é insustentável ambientalmente e economicamente inviável. “Para adubar eu uso o esterco e fermentado biológico e para pulverizar uso o as folhas de nim” explica a feirante dona Maria dos Santos. De acordo com dona Maria Dolores, também feirante, os intercâmbios serviram de incentivo ao plantio da horta agroecológica. “A gente foi a muitos intercâmbios. Eu me interessei, conversei com minha família e até hoje a gente vai levando, fez um ano dia 29 de junho que estamos plantando o roçado agroecológico” relata dona Maria Dolores. No lugar da cebola ou da melancia surgem hortas bastante diversificadas, a produção de hortaliças é conciliada com a produção de sequeiro, como milho e feijão, e com a criação de pequenos animais, tais como galinha de capoeira, caprinos e ovinos. 

 

 

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