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20/11/2013

Agricultores familiares assessorados pelo Caatinga conseguem produzir mesmo com estiagem

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Feira Agroecológica de Exu

Feira Agroecológica de Exu

Conviver! Esta é a palavra de ordem para quem vive no Semiárido Brasileiro. Nestes 25 anos de atuação no Araripe pernambucano, a Ong Caatinga tem realizado um trabalho conjunto com mais de 1100 famílias agricultoras na perspectiva de encontrar alternativas viáveis e sustentáveis para a produção de alimentos limpos, mesmo em períodos de estiagem como o que estamos vivenciando.

Utilizando defensivos naturais feitos à base de plantas e esterco as famílias conseguem combater pragas e manter suas hortas e quintais produtivos. A água armazenada em cisternas e cacimbas ou bombeada de poços garante a produção de alimentos durante todo o ano para a família e até mesmo para a comercialização.

É o caso dos agricultores e agricultoras dos Sitios Araruna e Olho D’água no município de Bodocó. Com a água do poço comunitário, as famílias conseguem produzir uma grande variedade de hortaliças e legumes para consumo e geração de renda. A produção é suficiente para comercializarem nas feiras agroecológicas de Bodocó, Granito, Exu e do povoado de Timorante.

No município de Parnamirim, a criação de caprinos é o ponto forte da produção dos/as agricultores/as familiares. Mas, é com a água acumulada nas cisternas que além de manter os animais, as famílias garantem uma alimentação nutritiva e diversificada. “Se não fossem essas cisternas chovia fora de época e a gente não tinha como acumular água. Com elas, nós passamos a ter um conhecimento e uma vida mais saudável porque a gente produz e sabe que tá produzindo um alimento bom”, reforça Socorro Neto, agricultora do Sítio Dourado.

A experiência desses/as agricultores familiares junto ao Caatinga é um dos fatores que tem comprovado que é possível conviver com o Semiárido de forma digna, embora a estiagem ainda seja colocada como um problema principalmente, para aqueles que defendem o combate à seca. Neste sentido, vemos no armazenamento de água da chuva e de alimentos e na produção agroecológica a solução para atravessar períodos de estiagem prolongada sem grandes perdas.

“Eu sempre digo que esta foi uma das maiores secas da história, mas para os agricultores familiares que receberam essas tecnologias é uma das menores, porque hoje as pessoas têm onde armazenar água” ratifica Dona Socorro, comparando a vida de sua família antes da construção da tecnologia e como é atualmente.