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12/11/2012

ASA-PE realiza reunião para elaboração de documento com ações emergenciais e estruturantes para estiagem

publicado por

Por Adriana Leal – Comunicadora da Diocese de Pesqueira

A cisterna de placas é uma das tecnologias defendidas pela Comissão

No último dia 07 de novembro, a Articulação no Semiárido pernambucano – ASA-PE realizou uma reunião em Arcoverde para criar um documento com ações emergenciais e estruturantes para convivência com o Semiárido, durante o período crítico de estiagem vivenciado na atualidade.  A iniciativa surgiu a partir da reunião com representação de alguns bispos de PE, ASA/PE e Comitê em Serra Talhada.
Participaram da reunião Neilda Pereira – Diocese de Pesqueira e coordenadora executiva da ASA-PE; Carlos Magno – Centro Sabiá; Manoel – Cecor e Coordenador Executivo da ASA/PE; Paulo – Caatinga; Dom José Luiz, Bispo de Pesqueira e os agricultores Vilmar Lerner, Giovani e Santina Tereza.
Dentre as ações emergenciais para a seca que o Governo disponibiliza atualmente está o Programa Chapéu de Palha, carros pipas e a disponibilização de milho para complemento da alimentação animal. O que a reunião propôs foram outras tecnologias para a convivência com o semiárido, tanto para situação crítica de emergência quanto para ações em longo prazo.
Dentre as ações emergenciais que o grupo propôs, estavam: a ampliação no número de carros pipa, bem como o aumento da quilometragem mensal; a reativação de poços artesianos; a garantia de transporte gratuito da ração de bagaço de cana para os agricultores; a criação de um fundo emergencial para a compra de ração para os animais; a ampliação do número de famílias beneficiadas pelo Programa Chapéu de Palha Estiagem no Estado com aumento do prazo para seis meses, bem como do valor do benefício; a liberação imediata dos créditos emergenciais; a recuperação de barreiros, açudes e barragens; a criação de pequenos barreiros para dessedentação dos animais; a intensificação do acesso ao bagaço das frutas para alimentação dos animais; a disponibilização de  forrageiras para os agricultores beneficiarem o alimento dos animais; a desburocratização do crédito emergencial;  a antecipação das sementes antes das chuvas e a facilitação da liberação da licença ambiental nos assentamentos rurais para acesso aos créditos emergenciais.
Dentre as ações estruturantes, o grupo estabeleceu: ampliação de tecnologias sociais: cisternas de 16 mil litros, cisternas calçadão, barragem subterrânea e outras; o estoque de recursos naturais para alimentação dos animais e o aumento de captação da água através de novas tecnologias.
Para Dom José Luiz – Bispo da Diocese de Pesqueira, essa reunião é fundamental para discussão das ações de convivência com o semiárido. “Precisamos nesse momento pensar em ações com os agricultores que possam contribuir para que nos períodos de estiagem a população especialmente do Semiárido não tenha dificuldades relacionadas à água, por isso se faz necessário discutir um conjunto de ações para que em diálogo com o governo possamos avançar na construção de uma politica de convivência com o semiárido, para isso é fundamental discutir e construir com os agricultores”, conclui Dom José Luiz.
 Uma das preocupações dos participantes da reunião foi incluir os agricultores na elaboração do documento proposto. “Os agricultores e agricultoras tem experiências riquíssimas de convivência com o semiárido, não podemos pensar em ações sem perceber que existe um jeito diferente de conviver com o semiárido. Nesse sentido, precisamos integrar as praticas dos agricultores, a experiência das organizações e a partir disso discutir com o estado uma política de convivência no semiárido”, disse Neilda Pereira, coordenadora executiva da ASA-PE.