Email Caatinga via RSS Caatinga no Twitter Caatinga no Facebook

caatinga-ong-frutas

5/09/2013

Cordel da Cisterna de Plástico

publicado por

Por Manoel Leandro

SAM_0358

Cisterna de plástico

Tornaste veloz

Desastre pra nós

você me perdoe

teu plástico arrepia

nos traz agonia

nem a simpatia

não há quem te doe.

Tua presença

Enfeia a morada

Ficaste engelhada

Exposta ao sol

És feia na foto

Os defeitos que boto

Num livro não noto,

Não cabe em paiol

Tu és ameaça

A mãe natureza

Só as empresas

Te estendem a mão

Pareces um bicho

Vieste a capricho

És um monte de lixo

Que polui meu sertão

Cisterna de plástico

De ti tenho pena

Uma cibalena

É mais do que tu

Tu és a preguiça

Do poder a maliça

Tu és a carniça

Que não come urubu

Falta a você

O sabor do suor

Pra mim é melhor

O que agente constrói

representas o beijo

Do poder malfazejo

Eu quando te vejo

O peito me dói

Mesmo com água

Você é vazia

Te falta alegria

Te falta amor

Tu és só contrato

Te falta o trato,

A troca, o contato,

O humano calor

Cisterna de plástico

Teu implante é falho

Não geras trabalho

Não tens mutirão

Não tens amizade

Solidariedade,

Com você na verdade

Não se partilha o feijão

Por isso te falta

O zelo, o carinho.

longe do ninho

o povo te quer

em tua conduta

você não escuta

enfraquece a luta

de homem e mulher

Pra ilustrar bem

O que você é,

E toda a fé

Que o povo de bota,

Relato a usura

A ditadura,

A triste postura

De quem te adota.

Organizaram um dia

Grande manifestação

em uma região

Pra mostrarem teu bem

distribuíram na praça

barris de cachaça,

Comida de graça

Mas não foi ninguém.

Te espalharem

É sim, opressão,

É a sujeição,

é grande baderna

por isso se ver

alguém receber

e logo vender

a sua cisterna.

Em uma cidade,

Conta o boato,

Que triste fato

Acabou na cadeia

Pois pra foto tirar

Alcy Lucimar

Opôs se achegar

A coisa tão feia.

Representas o grande

O poder que usa

E o povo abusa

comprando o voto

Por isso que Berna

Que é manco da perna

Pegou sua cisterna

E trocou numa moto

Cisterna de plástico

Quem te defende

Não compreende

O lado que estais

Representas o rico

O falso o fuxico

Não vale um pinico

És o satanás

E ainda você

É muito mais cara

Embora que é rara

A tua valia

Tu segue tua saga

De historia vaga

O governo paga

Mesmo a revelia

Tua construção

Ninguém admira

Na verdade tu tira

De muitos o pão

Teu corpo é bombástico

O implante é drástico

Cisterna de plástico

Não vale um tustão.