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31/03/2014

Escola camponesa da memória recupera historia dos cinquenta anos do golpe de 64

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“Não podemos permitir que esse período seja ignorado, esquecido ou maquiado”

Por Ascom MPA Brasil

versão final

Entre os dias 29 de março a 01 de abril em Brasília o  Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA estará realizando a Escola Camponesa da Memória. A atividade faz parte do calendário de lutas do Movimento em denúncia ao golpe de 64,  a escola tem o objetivo de  recuperar esse período de luta e resistência do povo, e denunciar as atrocidades cometidas pelo estado na época, sobre tudo a  repressão contra os  camponeses no “período de chumbo”.

A Escola reunirá mais de 100 jovens camponeses, militantes, de 13 estados brasileiros,  organizações como  Levante Popular da Juventude, MST e Via Campesina Internacional, também estarão presentes na escola.

A programação combinará formação política para compreensão contexto do golpe, lutas de resistência, até o período da redemocratização e ações de rua.

Rafaela Alves do coletivo nacional de juventude afirma que o resgate  e a memoria da luta contra a ditadura é uma tarefa fundamental da juventude brasileira “  existe uma divida histórica do estado brasileiro com o povo, não se pode permitir que um período de luta com esse seja esquecido ou ignorado ou melhor maquiado, a juventude não estava presente apenas na condição etária dos que lutaram conta o golpe de 64, de fato so ideais dos movimentos de luta e resistência eram ideais jovens, ou seja de liberdade, por isso a juventude de hoje deve resgatar e garantir a justiça pelos que lutaram por esses ideais” afirmou Rafaela.

Dentre as presenças para a contribuição da escola está confirmada a participação de  Milton Pinheiro professor de Ciência Política da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Gilney Viana  membro da Comissão da Verdade  e Gilney Viana  membro da Comissão da Verdade .

Segundo Marcelo Leal do coletivo nacional de formação do MPA, a escola tem uma função fundamental para os movimentos populares do Brasil “ nossas organizações de hoje são parte viva  dos movimentos que lutaram contra a ditadura, nós somos a continuidade de uma luta que não acabou em 85,  não podemos permitir que nenhum brasileiro ou brasileira não saiba oque foi de fato a ditadura, não permitirmos que nenhum militante se quer seja esquecido ou escondido pelas queimas de arquivo dos militares ou pelo esquecimento popular” Afirmou Leal.

Um dos debates principais da escola é a participação e repressão  contra camponeses e camponesas no período da ditadura, atualmente  o estado brasileiro reconhece apenas 29 mortes, no entanto a Comissão da Verdade apurou que são mais de 1mil.