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Poetas do Sertão


Poeta cantador: Flávio Leandro
Quem o conhece torna-se seu fã, pela grandeza da sua música. O Poeta cantador retrata na sua poesia a beleza do amor e da natureza. Conheça mais do nosso poeta no site: www.flavioleandro.mus.br

 

 

Brasilidade
Flavio Leandro
Composição: Flávio Leandro

Eu sou latino americano
E muito cabra macho
Nordestinamente doido
Por esse Brasil
Nortenamente sulista
Centro-sudestino
Vê se não perde o teu tino
Pátria mãe gentil (BIS)

Gosto de ver hasteada
A tua bandeira
Numa nação estrangeira
Sob a luz do sol
Lentamente conduzida
Ao som do teu hino
No reinado absoluto
Do teu futebol
Gosto de saber que ainda és
Pulmão do mundo
Dá um desgosto profundo
Vendo tudo se acabar
É preciso meu país
Cuidar da tua imagem
Não perder tua coragem
E tua força pra lutar

Fique atento meu Brasil
Não deixe isso acabar
Tá vendo que as águas
Só correm pro mar
Não vá se iludir
Por mais 500 anos
Na mão dos americanos
Não quero ficar
Eu quero que a brasilidade
De todo esse povo
Seja sempre um grito novo
Pelo mundo a caminhar

Utopia Sertaneja
Flavio Leandro
Composição: Flávio Leandro / Miguel Filho

Um dia quando o sertão tirar da terra o sustento
Do norte, soprar o vento e varrer todo espinho
O homem pêlos caminhos nos, desafios das léguas
A noite mansa faz trégua, toca a viola em ponteio
Em um repente sem freio, toada, xote e baião

Um dia quando o sertão deixar de ser um mendigo
Ter no poder em amigo seja bem verdadeiro
Os últimos serão os primeiros, já foi bern claro o rabino
Falar pra quê, em El-niho? Em abundante riqueza
O pão enfim chega à mesa, á tempo de louvação

Um dia quando o sertão se preparar pro saber
Da carta do ABC e dominar toda ciência
Terá auto-suficiência, será do mundo o celeiro
Profetizou Conselheiro a idos tempos atrás
O nó enfim se desfaz é tempo de redenção

Um dia quando o sertão não esquecer sua história is,
Comemorar suas glórias, mostrar que é povo aguerrido
Dançar em solo batido, um forró, coco e xaxado
Terreiro todo enfeitado, sanfona em plena harmonia
Triângulo,zabumba alegria é tempo de São João

Um dia quando o sertão for simplesmente isso tudo
Ouvir e não ficar mudo, poder viver seu papel
Não mais beber desse fel, que amarga feito jiló
Fazer um voo maior nas asas da alforria
Nas brasas da hipocrisia não ver queimado o seu chão.

 

 

 


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