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O Mundo agroecológico Jailson Matos
É no mundo agroecológico Que eu posso garantir, Saúde, ação e sustento, Onde eu vejo evoluir Um Brasil bem diferente Do qual estou vendo aí.
Depois que eu conheci Esse mundo diferente Passei a enxergar direito De modo diferente Aqui cachorro é cachorro E agricultor é gente
Vi que ser agricultor Não é só tá no roçado, Trabalhando feito burro, Num chão seco e esturricado É trabalhar procurando Tá sempre informatizando
É ser lá no seu roçado Não um simples agricultor É sim um micro-empresário E grande empreendedor Que busca as inovações Pra melhorar seu setor.
É fugir desses políticos Que só querem dar calotes E a enganar o povo Com pacote e mais pacote Deixando o produto preso Com dívida até o cangote.
É buscar produzir bem Em uma área menor Produzir com qualidade Mais barato e bem melhor Sem riscos para a saúde Perdendo pouco suor.
Vi que a agroecologia Não existe ali o tal Todos formam um só conjunto Pois não existe rival E sim existem as famílias Como base principal. Vi que nesse mundo Tudo é diversificado Desde as plantas medicinais Ao capim para o gado Hortaliças, apicultura Tudo é consorciado.
Aqui não há agrotóxico Nem há peste, fome ou guerra Só há paz e harmonia Tudo anda nada emperra E todos garante seu sustento Até num palmo de terra.
26-04-2006
O Líquido mais precioso Jailson Matos
Se eu fosse me aprofundar Fazer um depoimento Nem sei dizer quanto tempo O qual iria levar Isso só pra mim falar Do líquido mais precioso Mais saudável e mais gostoso No qual aqui vou citar
Logo em primeiro lugar Vida aqui não existia Nada sobreviveria Sem água pra tomar Sem água pra se banhar Pra plantar e pra comer Seres humanos ou outro ser Sem água nada será
Sem água não tinha como, Fazer poço artesiano Não existia oceano, Em chuva ninguém falava As nuvens não se formavam Por que não tinha vapor Só existia calor Aqui ninguém habitava
Sem água olhando no mapa, A terra seca e vazia, Quem olhasse aqui não via, Rios, caatinga, nem mata, Mosca, mosquito ou barata Nem aves no céu voando Nem seriema cantando Nem bêbado puxando faca.
Pernambuco, Paraíba Bodocó, Ouricuri Nada disso tinha aqui Essa gente tão querida Alguns com dor de barriga Do efeito do café E nem mesmo S. José Tinha passagem na bíblia.
Com água tudo constrói Com água tudo se faz, Com água tudo é capaz, Com água até se destrói Água, símbolo de herói E eu digo com capricho, Sem água fica até difícil Tirar remela dos zói.
22-03-2007
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O nosso Brasil atual e o Brasil que queremos Jailson Matos
Vai o meu grito de guerra “acorda Brasil querido” Veja teu povo sofrido Brigando por suas terras Suas matas suas serras Morre a Caatinga e seus rios Repito acorda Brasil!... Ouça meu grito de guerra
Onde está aquele orgulho? De sermos nós brasileiros, Olho para o país inteiro, Só vejo lágrima e entulho, Montes de lixo, bagulhos, É pó, poeira e carvão, E eu pergunto a nação; Onde está nosso orgulho?
Será esta miséria, Que assola nosso país? Ou nessas frases que diz, pra tudo que é matéria Brasil vive nova era, A era do mensalão Quem ver na televisão, Só diz o Brasil já era.
O que sentimos é vergonha De tudo que se descobre, Os grandes em horário de nobre Roubam aí sem cerimônia, Faz uma cara risonha, Depois digo, eu não fiz nada E isso dando risadas, Com duas ou três testemunhas.
Esse tal de mensalão, É somente um retratinho É somente um desviozinho Do dinheiro da nação, É só por demonstração Do que rola anualmente No Brasil atualmente País da corrupção.
Futebol é bom consolo Carnaval um quebra-vento Não passa de passa tempo, Para enganar os tolos, Enquanto lá no miolo, Onde se encontra a mina Os espertos se combina, Onde vão partir o bolo.
Dali sai mais um pacote, Mais uma tapeação Para enganar a nação Vem assim mais um calote Nosso político é um trote, Hoje ninguém acredita, Um entra, um sai, e o outro fica, Cada qual dando seu bote.
E assim nosso país, Mesmo com tantas riquezas, Com toda sua beleza, De um povo que ainda diz; Que sonha ainda em ser feliz Que o país ainda vai mudar. Nisso eu quero acreditar, Não é esse meu país.
Não quero ver nos jornais, Manchetes de desemprego, Eu quero ver o sossego, E não ver marginais, Dominando as capitais Com seus bandos organizados, Dominantes e preparados, Eu quero um país de paz.
E o Brasil que queremos, Não é esse atual, Que chama de pantanal, Ao meio em que vivemos, Do maior ao mais pequeno, Do velho ao adolescente, Quer um país diferente, Deste Brasil que vivemos.
Quero um país atualmente, Não só financeiramente, Mas também politicamente, Aceitável e confiante, De uma nação gigante Feliz por ser brasileira, Que dentre outras estrangeira, Não se torna ignorante.
Quero um país praticamente, De uma reforma agrária, Que não seja precária, Como a de hoje atuante, Onde conflito é constante, E todo nosso Brasil, Quase em guerra civil, Violenta e massacrante.
No país em que vivemos Destaca-se a classe rica, Os pobres se sacrificam, Pra se formar pelo menos, Com a educação que temos, É a das mais fraca do mundo, É apagada e sem rumo, E feito um barco sem remo.
Outro fato revoltante, Chega me dói a raiz É a saúde no país setor mais importante, É a mais preocupante São poucos os investimentos Nos hospitais por exemplo, Morre gente a todo instante.
Os rios são poluídos, E não há restauração, Só se vê exploração, Alguns até tem morrido Tudo está comprometido, E até nosso alimento, São tóxicos fora e por dentro, Estamos sendo destruídos.
Quero um país respeitado, De valores e de culturas, Sem crise e sem ditadura: De um povo assalariado, E não de escravizados, Mas de uma gente empregada, Bem disposta e educada, Saudável e estruturada.
Queremos um país mudado, Sem medo sem violência, Quero um país de urgência, Não esse país parado, Que parece acomodado, Diante de que acontece, Quero um país que exerce, Não um país engessado.
Quero ver um país de fato, De um povo varonil, Um verdadeiro Brasil, De índios, brancos e mulatos, De governantes bem sensatos, Honestos em tudo que diz, Esse sim é um país, Que nós queremos de fato.
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