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Juventude, Arte e Cultura II

Jovens em Ação no Projeto

26/04/2012

Jovens do Sertão do Pajeú produzem artesanato a partir de recursos naturais

publicado por

Atividade é fomentada pelas organizações Centro Sabiá, Caatinga e Diaconia, com patrocínio da Petrobras

 

por Nicléia Nogueira (Centro Sabiá)

 

Jovens durante oficina de design - Foto: Nicléia Nogueira

A partir do ano de 2009 as organizações Centro Sabiá, Caatinga e Diaconia iniciaram um trabalho junto aos jovens voltado para a geração de renda e valorização dos recursos naturais através do Projeto Juventude, Arte e Cultura (JAC), patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania. Hoje na segunda fase do Projeto, o JAC II (2011-2013) vem buscando aprimorar a intervenção dos jovens no campo da gestão e designer, além de garantir trabalho e renda.

No Sertão do Pajeú, grupos de jovens rurais dos municípios de Santa Cruz da Baixa Verde, nas comunidades de Sítio Velho, Santana dos Guerras e Sítio Arado, e Triunfo, nas comunidades de Alagoinha, Águas Claras e Sítio Oiticica,  participaram de vários  processos de formação e capacitação em artesanato, gerenciamento da produção, aprimoramento dos artesanatos locais e comercialização de seus produtos. Essa ação inicial serviu para unir e consolidar os grupos de jovens, despertar novos talentos e iniciar o processo de geração de renda. Também permitiu que os jovens tivessem uma visão mais ampla do que é sua cultura, incluindo nelas os valores rurais, numa visão de preservação do local onde vivem.

O projeto desenvolve um processo de formação no qual tem como princípios básicos valorizar o conhecimento popular, os aspectos culturais e os recursos naturais necessários à produção de artesanato. O material utilizado desde o início do projeto até hoje é retirado das comunidades onde os jovens residem, que é a fibra da bananeira e do coqueiro, sementes diversas da Caatinga, como Pereiro, Saboneteira, Mulungu, Algodão, entre outras, cipós, madeira de poda e Bambu. “Estou gostando bastante e acho muito importante estarmos reutilizando matéria prima que temos na nossa própria comunidade”, diz a jovem Edilma Gomes da Costa, de 20 anos.

No primeiro ano do projeto foi criado um Grupo Gestor, composto por três jovens eleitos pelos grupos e um técnico. Esse grupo permanece na metodologia do projeto nesta nova fase, pois tem um papel muito importante para os grupos de jovens, que é fazer a contabilidade e gerenciamento dos custos de produção e comercialização. “Para mim foi um aprendizado muito grande, apesar de não ter prática em trabalhar com planilhas, mas a cada dia aprendo uma coisa nova e consequentemente torna o nosso grupo independente, porque um aprende e repassa para o outro”, conta a jovem Rejane Mendes dos Santos, de 18 anos, do Sítio Oiticica.

Do ponto de vista social, o projeto tem promovido a ampla participação dos jovens em espaços de formação, debates e feiras, elevando a auto-estima, desenvolvendo sua visão crítica, o protagonismo e gerando renda. “Com isso aumentam as possibilidades de permanências no meio rural, investem na agricultura familiar e fortalecem a agroecologia”, diz Nicléia Nogueira técnica do Centro Sabiá e educadora do projeto.

Formação

O processo de formação que os jovens vivenciaram possibilitou a socialização e qualificação de suas ações, contribuindo não só com a melhoria da gestão e produção de artesanato, mas também, com as discussões e proposições na organização da comunidade. Todos os grupos estão confeccionando artesanatos, sendo que alguns com mais intensidade que outro. Isso ocorre devido outras ocupações, como escola e trabalho. “Apesar das dificuldades ainda conseguimos fazer algumas peças e todos nos comprometemos de produzir mais em casa assim conseguiremos ter uma boa produção já que produzimos nas horas vagas”, diz Gilcléia Roseno de Lima, de 19 anos.

A qualidade dos produtos tem melhorado bastante devido a assessoria de design e gestão junto aos grupos de jovens, fazendo com que os produtos tenham novos modelos e formas. Outra questão importante foi à criação da logomarca do grupo, etiquetas e sacolas, com isso possibilitou a qualificação dos grupos e dos seus produtos. Devido a atuação do projeto, podemos ver  bons resultados, e o mais importante a atuação e compreensão dos jovens com relação a confecção de artesanatos, cultura local e a preservação do meio ambiente.

 

Outras informações ou aquisição de peças:

Grupo Jovem de Fibra

Contato: Jamily dos Santos

87 8857.7080

 

Centro Sabiá – escritório local do Sertão

87 3846.1643

 


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