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Encontro da Rede de Algodão acontece em Triunfo

 

Por Antonio Marcolino

 

Nos dias 22 e 23 de Abril aconteceu em Triunfo o encontro da Rede Algodão Ampliada, onde participaram Famílias Agricultoras, Emater do Ceará, IPA, Embrapa, PDHC, STRs, Empresas e ONGs de Cinco estados PE, PI, RN, PB e CE.

No primeiro momento foi apresentado um histórico da rede, onde a mesma começou a se desenhar em 2005 com a parceria EMBRAPA Algodão e a Ong Arribaçã. A rede é formada com uma comissão executiva com 14 membros representada por Agricultores/as, ONGs, Empresas e Instituições governamentais. Em 2009 a Rede de algodão elaborou de forma participativa o Projeto apoio ás organizações da agricultura familiar no acesso ao mercado para o algodão agroecologico do semiárido, apoiado pela ICCO.

Em um segundo momento foi falado sobre a comercialização e realidade do mercado do algodão agroecológico, onde foi colocado pelas empresas: Tudo Bom? Veja e Coopnatural, a necessidade dos agricultores aprimorarem suas técnicas de produção, pois se paga caro pelo algodão, merecem ter um algodão de boa qualidade e que a certificação é fundamental para continuarem comprando.

No terceiro Momento as Certificadoras IBD e IMO junto com os demais participantes, tentaram propor soluções para baratear os custos de Certificação, mas que na discussão ainda não houve uma alternativa clara de tornar a certificação acessível às famílias agricultoras, mostrando que ainda é inviável certificar. Se comparar os dados de Pernambuco do ano passado foi gasto 112% dos recursos que as famílias conseguiram produzir. Foi discutido também os custos e benefícios dos consórcios agroecológicos, onde se viu a necessidade de aproveitar as outras culturas do consórcio e sair do foco apenas do algodão, podendo estar vendendo as outras culturas para o PAA e PNAE por exemplo.

No segundo dia aconteceram as atividades de campo em três comunidades assessoradas pelo Centro Sabia, aonde os participantes chegarem colocando suas percepções, que por sinal não foram das melhores, muitos disseram que faltava assessoria técnica para orientar o agricultor, mesmo tendo assessoria permanente. Em uma das visitas um dos agricultores ainda usava veneno nas lavouras, e as empresas se sentiram enganadas. A avaliação do grupo é que a certificação consegue enxergar muitos erros que não vemos no dia a dia nos nossos acompanhamentos, mas que serviu para a verificação dos erros e tentar superá-los.

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