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Caatinga, PDHC e Prefeitura Municipal de Parnamirim incentivando a feira agroecológica.

Por Minéia Patrícia

A feira agroecológica do município de Parnamirim é resultado da soma de esforços do Projeto Dom Helder Camara (PDHC), Caatinga e Prefeitura Municipal. Em junho deste ano, as famílias assessoradas pelo convnio Caatinga/PDHC contaram com seis bancas para expor seus produtos. A inauguraço da feira aconteceu durante as comemoraçes do centenário da cidade e contou com a presença de representantes de instituiçes parceiras e prefeitura municipal.
O trabalho iniciou a três anos, quando o Caatinga, em parceria com o PDHC apostou em um trabalho de sensibilização sobre agroecologia em dez das comunidades rurais do município. As famílias que trabalhavam usando veneno nos seus sistemas conheceram através de intercâmbios e treinamentos práticos outros sistemas que não usavam agrotóxicos. Dessa forma, foram se conscientizando, e hoje, os primeiros frutos do trabalho são vistos com bons olhos e entusiasmo pelas famílias e comunidade.       
O consumidor, a partir de agora, encontra uma diversidade de produtos saudáveis e livres de fertilizantes químicos como a cenoura, beterraba, almeirão, rúcula, espinafre, acelga, tomate, coentro, alface, jiló, mudas de morango, mel de abelha e frutas, e ainda encontram nas bancas, artesanatos produzidos pelas famílias. Essa é mais uma conquista de um trabalho feito em parceria em que a consciência ambiental e a valorização da agricultura familiar num sistema agroecológico podem mudar o cenário sertanejo e favorecer uma vida mais digna e saudável para as famílias do Araripe. 
Portanto, além de preservar o Meio Ambiente, levar saúde à mesa do consumidor, as famílias produtoras aumentaram sua renda familiar e estão contentes com a nova forma de trabalhar, “para adubar eu uso o esterco e fermentado biológico e para pulverizar uso as folhas de nim” explica a feirante dona Maria dos Santos. De acordo com dona Maria Dolores, também feirante, os intercâmbios serviram de incentivo ao plantio da horta agroecológica. “A gente foi a muitos intercâmbios, eu me interessei, conversei com minha família e até hoje a gente vai levando, fez um ano dia 29 de junho que estamos plantando o roçado agroecológico”. Para dona Edna que é consumidora, a iniciativa da feira é motivo de muito entusiasmo, “é uma coisa rara encontrar bancas na feira de produtos sem veneno. Já me falaram que tratam as pragas com folhas, no lugar do veneno” diz Dona Edna Miranda.
A produção de hortaliças é conciliada com a produção de sequeiro, como o milho e feijão, e com a criação de pequenos animais, tais como galinha de capoeira, caprinos e ovinos, o que gera um panorama bem diferente do que acontecia há algum tempo em que essas famílias trabalhavam apenas com a produção de uma só cultura como cebola e melancia e ainda, usando fertilizantes químicos. Esse trabalho pouco a pouco vem mudando a realidade da comunidade e, sobretudo conscientizando os agricultores e agricultoras da importância de um sistema limpo sem venenos e agroquímicos.

 

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