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Seca pode assolar Semiárido

Lamepe estima em 45% chance de o nível de chuvas ficar abaixo do normal no Estado, nos meses de fevereiro, abril e março

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Jornal do Commercio (PE)

27/01/2010

O semiárido pernambucano pode enfrentar um período mais seco que o normal nos próximos três meses. O Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe) prevê 45% de chance de que o índice de chuvas seja menor que a média durante os meses de fevereiro, março e abril.
De acordo com análise feita pelo Lamepe, a possibilidade de o índice pluviométrico ficar em patamar considerado normal é de 35%. Já a chance de chover mais que a média é de apenas 20%. No período de fevereiro a abril, a média histórica de precipitações no semiárido fica entre 400 e 500 milímetros.
A coordenadora do Lamepe, Francis Lacerda, explica como as condições climáticas globais influenciam na previsão: “Temos o el niño moderado no Oceano Pacífico e condição de neutralidade no Atlântico. Nos anos em que esse padrão se estabelece, é comum que as chuvas ocorram abaixo do esperado”, esclarece Francis Lacerda. Segundo ela, porém, a situação ainda pode mudar em fevereiro, aumentando ou diminuindo o índice pluviométrico dos meses seguintes.
A falta de chuvas nos próximos três meses prejudica o semiárido durante todo o ano de 2010, já que o período de precipitações na região ocorre apenas de janeiro a abril. “A falta de chuvas tem um impacto muito grande, porque reflete nos recursos hídricos, na produção de alimentos e na agricultura familiar”, afirmou a meteorologista do Lamepe.
Outra consequência do período seco é o aumento considerável da temperatura. Apesar do prognóstico negativo, o ano começou bem no semiárido, com chuvas em vários pontos do Sertão de Pernambuco. Foram registradas até mesmo precipitações de granizo nessa época do ano.
Em dezembro passado, também houve altos níveis pluviométricos no Sertão, com índices que chegaram a 191 milímetros em Serrita, 265 em Ipubi e 162 em Ouricuri.
O fenômeno responsável pelas chuvas em dezembro e janeiro foi um vórtice ciclônico de altos níveis. Recentemente, o centro do vórtice estacionou sobre o continente, causando mais de duas semanas de céu nublado no Recife.

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