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Por: Lusimar Lima
No Sertão do Araripe, em Pernambuco, onde a paisagem cinza da Caatinga permanece durante quase o ano todo, o Sertanejo continua aprendendo como se prevenir para não passar sede e ainda cuidar da saúde da família. Foi assim, que desde 2003 o Governo Federal apostou que investir na iniciativa da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), de construir Um Milhão de Cisternas no semi-árido brasileiro, estaria prestando um grande serviço à população desta região. Acertou em cheio. Através do Ministério do Meio Ambiente, e, posteriormente do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Governo Federal estabeleceu uma parceria séria, de deixar roxo de inveja os políticos retrógrados de direita, mantenedores da “indústria da seca”.
Com o apoio do Governo Federal o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido, mais conhecido como (P1MC), trabalhou com as Famílias agricultoras do Semi-Árido, levando aos seus lares, não somente água, mas conhecimento e conscientização sobre convivência com as condições de semi-aridez. Porém, neste Brasil de muitos brasis, alguns desencontros não são compreendidos, e neste momento o P1MC que fala de vida, de respeito, de cidadania e de direito, está paralisado. A ASA está negociando com Governo federal a cotinuidade do Programa.
Nestes quase cinco anos foram mais de 221 mil cisternas construídas pelo Programa Um Milhão de Cisternas, da ASA, o que significa dizer que são mais de 221 mil famílias beneficiadas em todo o Semi-Árido e aproximadamente 1,1 milhão de pessoas com acesso a água de qualidade. No Sertão do Araripe foram construídas 5.623 cisternas. E no dia 03 de novembro de 2007, o CAATINGA - Unidade Gestora Microrregional do P1MC no Sertão do Araripe, e famílias agricultoras celebram juntas essa grande conquista.
Para este encontro “Água, Cidadania e Liberdade”, que acontece na comunidade do Videu Velho, no município de Ouricuri, se espera cerca de 500 pessoas, entre agricultores e agricultoras dos 11 municípios da região, prefeitos, deputados, entidades parceiras e representantes de associações e sindicatos da região. O momento é também para debater os próximos passos do Programa e mandar um recado claro e objetivo de que o P1MC é importante para o povo do Semi-Árido.
Segundo o coordenador do Programa de Políticas Públicas do Caatinga, Paulo Pedro de Carvalho, o encontro pretende também levantar algumas discussões políticas em torno da convivência com o Semi-Árido. “Também pretendemos mostrar o potencial da sociedade civil na construção e execução de políticas públicas de convivência com a região”.
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Horário
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Atividades
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16h
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Mística de abertura
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17h
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Ato Ecumênico
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18h
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Debate
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20h
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Encerramento do debate
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a partir das 20h
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Apresentações culturais da região
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