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Mudança na vida de famílias agricultoras: uma revelação do monitoramento do uso de cisternas de placas

O Caatinga, junto com outras três Organizações Não Governamentais atuando no semi-árido brasileiro, participou da iniciativa de monitoramento de famílias agricultoras que receberam cisternas de placas no âmbito do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), um projeto apoiado por Oxfam e BLF (Big Lottery Fund) do Reino Unido.

Entre 24 e 26 de março (2008) essas organizações se reuniram para avaliar todo o processo desenvolvido durante o projeto. Durante a oficina houve interação entre os participantes e organizações presentes, facilitada por técnicas de participação e convivência em grupos.

Para as quatro organizações presentes esta iniciativa de monitoramento das famílias que receberam cisternas no âmbito do P1MC – Oxfam-BLF, revela mudanças significativas na vida das mulheres, que agora usam o tempo em que buscariam água distante, para fazer outras coisas, em casa, na roça, na horta, na vazante, mas também para seu lazer e cuidados com o entorno da casa. O peso de 20 kg na cabeça, às vezes, por quilômetros, já não importuna mais, já não maltrata mais. A vida das crianças melhorou em muito também já que são elas que mais sofrem com doenças, principalmente as diarréias, transmitidas pela água suja, que estavam presentes em suas vidas por pelo menos dois meses a cada ano. A satisfação das famílias por terem água limpa para beber, à porta da casa, é constatação unânime das quatro organizações presentes.

Segundo Lourinha, técnica do Caatinga, “outro impacto facilmente identificado nas famílias é que as pessoas estão mais motivadas a participar dos trabalhos comunitários.”. Mas as atividades de monitoramento não se restringiram às famílias. Vários agentes de saúde foram envolvidos e atuaram com grande importância principalmente no que diz respeito ao tratamento da água, e, segundo os/as Agentes Comunitários de Saúde (ACS), vão se engajar cada vez mais nesse trabalho, principalmente o de tratamento da água, que é de suma importância para a saúde pública..

Para o Caatinga as atividades vivenciadas no projeto de monitoramento causaram impactos extremamente positivos. “Aprendemos com a experiência a avaliar impactos de outros projetos institucionais; melhoramos as capacitações, por exemplo em Gestão de Recursos Hídricos (GRH) e em outras capacitações enriquecendo conteúdos como a discussão sobre direitos: à água e à terra”, afirma Lourinha.

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