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Juventude, Arte e Cultura II

Jovens em Ação no Projeto

20/06/2012

Olhar da juventude para um planeta sustentável

publicado por

por Eli Pereira, Erivan José, Pedro Isidorio, Juliana Anjos, Maria da Piedade e Cícera Carvalho

 

Aqui na cúpula dos povos

Tem diversas informações

Não degradar o meio ambiente

Que é a vida da nação

Juventude força unida

Agroecologia é a saída

A poluição eu grito um não

 

Eli Pereira, jovem do Projeto Juventude Arte & Cultura/ Ouricuri/PE

 

No quarto dia das atividades da Cúpula dos Povos na Rio +20 Por Justiça Social e Ambiental, a juventude das comunidades rurais dos estados  de  Pernambuco, Ceará e Maranhão continuam participando ativamente da programação da Cúpula. Uma das plenárias que a juventude participou teve como debate o tema “Juventude e a Carta da Terra”.  Os facilitadores dessa temática foram Moacir Gadotti, pedagogo do instituto Paulo Freire, Nora Mahmoud, Leticia Sabatella, atriz, Sheila Suzuki, ativista ambiental canadense, a jovem que calou o mundo na Rio 92, e Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente.

Os palestrantes acima citados trouxeram para o debate o tema da carta da terra como uma orientação para um mundo sustentável, citando a importância da adesão pelos governos. Os mesmos destacaram a importância dos jovens estarem participando da Cúpula dos Povos na Rio+20 e de outros eventos, como força de transformação de um planeta sustentável.

Os jovens que participaram da plenária Juventude e a Carta da Terra destacaram que ela veio reforçar a importância de se mobilizar para levar a discussão do que podemos fazer agora para que não se repita o erro de 20 anos atrás, que muito foi discutido e pouco foi feito para preservação do meio ambiente. Jakeliny Miriam, jovem multiplicadora de agroecologia da comunidade de Alagoinha município de Triunfo/PE, Sertão do Pajeú diz que “esse movimento não é uma construção de hoje, mais sim é um movimento que tem uma longa caminhada, a carta da terra que foi assinada por alguns países, mais que ainda não atingiu o seu objetivo. Pois muitos já estão correndo atrás do prejuízo, fazendo a comercialização de produtos orgânicos, procurando sustentabilidade através de recursos naturais. Em quanto outros só visam politicagem econômica e não se dão conta dos demais problemas que estão ao nosso redor”.

Entende-se que precisamos mudar a estratégia atual que é transformar tudo que é matéria em lucro e então construir uma sociedade mais sustentável e menos consumista. “Sem dúvida essa discussão foi de suma importância para o nosso desenvolvimento intelectual, onde pude sentir na pele a força do povo em lutar por igualdade social e desenvolvimento sustentável”, diz Juliana Anjos, 18 anos da cidade de Itapipoca/CE.

A juventude também neste dia participou de outro espaço, que tinha como tema vegetariarismo para melhorar o meio ambiente. Essa discussão se deu com a facilitadora Marli Wincklir, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, onde a mesma ressaltou que a população brasileira e do mundo inteiro diminuísse o consumo de carne, porque assim sobraria mais espaço para a população cultivar seus alimentos e com a diminuição do consumo, os fazendeiros iriam diminuir a criação de gado. E os alimentos vegetais são 30 vezes mais saudáveis e também mais baratos.

Na parte da tarde, os jovens foram conhecer outros espaços da Cúpula, e também participaram de um painel sobre a política das águas no Brasil, onde foi colocado que para nós da sociedade é preciso ocupar as instâncias de gestão com competências e qualidade. Também foi colocado a importância dos Comitês de Recursos Hídricos, onde sua composição é com representação do governo, usuário e sociedade civil e os Conselhos de Recursos Hídricos Estaduais tem o papel de fomentar e acompanhar a implementação das políticas estaduais.

Também participaram de um debate sobre água, onde o palestrante foi Naidison Quintela, da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), onde se debateu sobre a importância da água no Semiárido, dando destaque para a construção das cisternas de placas na casa das famílias agricultoras. Ao final do dia foi construindo junto com os jovens as frases a serem utilizadas durante a passeata e nos planejarmos para o dia seguinte.

 


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