Email Caatinga via RSS Caatinga no Twitter Caatinga no Facebook

caatinga-ong-frutas

26/12/2011

Pedreiras vencem preconceito e constroem mais de 20 cisternas em Parnamirim

publicado por

Construção de cisterna

Através do trabalho de formação e mobilização de convivência com o semiárido Brasileiro, o Caatinga em parceria com o ProRural, mostrou que é possível envolver homens e mulheres na construção de tecnologias de captação e armazenamento de água, como as cisternas de placas.  
Neste cenário, o trabalho de três mulheres ganha destaque. As pedreiras Claudivânia Cavalcante, Maria José, e Lídia Mendes da comunidade Favela em Parnamirim (PE) venceram o preconceito e provaram que a mulher pode ocupar diversos espaços, que antes eram atribuídos apenas ao sexo masculino.

“A maior dificuldade que nós enfrentamos foi o preconceito. Tem gente que não aceita, diz que mulher não sabe fazer nada, que lugar de mulher é no pé do fogão, mas depois que começamos a fazer as cisternas o pessoal viu o serviço e gostou. Os que antes não aceitavam, agora queriam que nós tivéssemos feito as deles”, revela a pedreira Claudevânia Cavancante.

Após o processo de capacitação, as três treinaram também fazendo as cisternas de suas casas, e depois que se sentiram seguras lançaram-se no desafio de construir cisternas de outros beneficiários do projeto do Caatinga com o Prorural. Com isso, já construíram 24 cisternas no nas comunidades de Pereiro, Favela, Mandasaia e Curralinho, em Parnamirim.

Segundo elas, seus maridos não queriam que participassem da capacitação, mas atualmente evoluíram e estão indo juntos para auxiliar nas construções. Com a renda atribuída a construção das cisternas elas estão realizando sonhos. Claudivânia puxou o piso da casa, Maria José fez uma poupança para os filhos, e Lídia fez feira para a alimentação da família e pagou parte do consórcio da moto.

Para Maria José, o mais difícil é ficar longe da família. “O mais ruim foi ficar longe das crianças. Mas o trabalho com as cisternas mudou muita coisa pra melhor. Quando comecei eu e meu marido estávamos desempregados, agora nós dois estamos trabalhando”. Hoje, o novo desafio delas, é construir cisternas no município de Bodocó (PE).

Texto: Elka Macedo/Márcio Moura


DoDesign-s Design & Marketing
ActionAidBrasil Sem MiseriaProRuralGoverno de Pernambuco
HSBC SolidariedadeUnião EuropéiaGEFFIDADom Helder Camara
PetrobrasMDS e MDABrasil - Governo Federal
P1+2CaixaFNMAMMABrasil - Governo Federal
ASAANAGente da TerraRESAB
Centro SabiáDiaconiaAbong