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31/01/2012

Previsão climática para o nordeste brasileiro é de pouca chuva neste trimestre

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A previsão climática apontada pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INMET) para o trimestre de fevereiro a abril de 2012 deixa as famílias agricultoras e organizações de apoio em estado de alerta. De acordo com as estimativas, neste período as chuvas ficarão abaixo da média no norte do nordeste brasileiro.


Com os baixos índices de chuva o agricultor/a terão que se planejar para conviver com a escassez de água, que pode ser maior que a de 2011. A notícia foi dada no último dia 25 de janeiro, por meio da carta circular nº 26 sobre a previsão de el niño/ la niña e a estação de chuva de 2012 para entidades e produtores/as no semiárido brasileiro.

“Esta mudança deve-se à irregularidade das chuvas no Nordeste, causada pelos vários fatores que influenciam o nosso clima. Quando existe La Niña, tem normalmente mais chuva no Nordeste, mas desta vez os efeitos de La Niña são anulados, porque as águas próximas à costa da América do Sul são anormalmente quentes, o que diminui as chuvas no Norte do Nordeste”, explica o colaborador do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), João Gnadlinger.

Convivência

Para auxiliar as famílias agricultoras a conviverem com essa realidade, o Caatinga vai reforçar a lógica da convivência com o semiárido, e orientá-las a plantar cultivos mais resistentes à seca como o sorgo, palma e feijão e estocar os alimentos para nutrir a família e os animais no período de estiagem. Além disso, é importante estocar também plantas da caatinga e a água das chuvas que virão como também, cobrar dos órgãos competentes políticas públicas no sentido de apoiar os agricultores/as.

O Coordenador Geral do Caatinga, Paulo Pedro de Carvalho, lembra que isso é uma previsão, mas que a instituição vai fortalecer o apoio as famílias e unir-se a outras organizações da sociedade civil para conviver com essa possível realidade. “A nossa torcida é para que a previsão não se confirme, mas se acontecer a gente precisa se articular, pois o nosso papel é ajudar as famílias a atravessar esse período difícil de pouca chuva”, ressalta.

Embora as previsões de chuva tenham mudado segundo a CPTEC/INMET as temperaturas devem estar dentro da normalidade, no decorrer deste trimestre, na maior parte do Brasil. Em relatório publicado no final de 2011, estimava-se que havia a probabilidade de 40% das chuvas ocorrerem na categoria normal e 35% na categoria acima da faixa normal.