<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Caatinga - Semeando vida no Semiárido &#187; Assuntos</title>
	<atom:link href="http://www.caatinga.org.br/ver/assuntos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.caatinga.org.br</link>
	<description>Organização Não Governamental</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 May 2012 11:52:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>Jornal do Commercio: Eles fazem chover no meio da seca</title>
		<link>http://www.caatinga.org.br/jornal-do-commercio-eles-fazem-chover-no-meio-da-seca/</link>
		<comments>http://www.caatinga.org.br/jornal-do-commercio-eles-fazem-chover-no-meio-da-seca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 13:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação Caatinga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[Bioma Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Clipping]]></category>
		<category><![CDATA[Combate a pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.caatinga.org.br/?p=1400</guid>
		<description><![CDATA[JC encerra hoje a reportagem sobre a pior seca dos últimos 40 anos, contando histórias de um Sertão que pode ser verde e fértil até na adversidade &#160; Por: Ciara Carvalho/Jornal do Commercio &#160; &#160; O caminho para o Sítio Croatá, na zona rural de Bodocó, no Sertão do Araripe, segue o rastro da fome. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>JC encerra hoje a reportagem sobre a pior seca dos últimos 40 anos, contando histórias de um Sertão que pode ser verde e fértil até na adversidade</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: Ciara Carvalho/<a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/">Jornal do Commercio</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1401" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><a href="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Ricardo-B.-Labastier-JC-imagem.jpg" rel="lightbox[1400]"><img class="size-full wp-image-1401" title="Ricardo B. Labastier -JC imagem" src="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Ricardo-B.-Labastier-JC-imagem.jpg" alt="" width="430" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">João Santana alimenta os bichos com as plantas do sítio | Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O caminho para o Sítio Croatá, na zona rural de Bodocó, no Sertão do Araripe, segue o rastro da fome. Na beira da estrada, a pele seca da vaca morta indica que o animal tombou faz alguns dias. Tudo em volta é desolação. O milho seco virou palha antes mesmo de ser colhido. A última notícia de chuva na cidade foi em março deste ano. De lá para cá, nem mais uma gota. &#8220;Vamos em frente. Onde aparecer o verde, é a casa de seu Antônio Santino&#8221;, orienta Lourisvanda de Souza, guia da reportagem do JC na difícil tarefa de encontrar esperança no meio de tanta destruição. Alguns metros adiante, não há como errar. A modesta propriedade do agricultor Antônio Santino de Freitas, 67 anos, é uma surpresa para olhos e ouvidos já calejados pelos relatos e imagens da seca.</p>
<p><span id="more-1400"></span></p>
<p>Na lavoura, o improvável brota da terra: pés de alface, coentro, cenoura, chuchu. Hortaliças e verduras, todas cultivadas sem um pingo de agrotóxico. Em pouco mais de dois hectares, espalham-se também fruteiras variadas. Tem goiaba, manga, maracujá, banana. Basta esticar a vista e enxergar o contraste. No terreno vizinho ao do agricultor, só pasto seco. É fácil entender o milagre da fertilidade em meio à terra arrasada. Ele é fruto de iniciativas simples, tecnologias baratas e, sobretudo, de uma mudança de mentalidade no trato com a terra.</p>
<p>O início, como todo começo, foi difícil. Com a ajuda da ONG Caatinga, que atua há 25 anos no Araripe, o agricultor conseguiu construir uma cacimba. &#8220;Nossa primeira tentativa, sozinhos, foi um desastre. Cavamos uma cacimba meia-sola e com pouco tempo ela desmoronou. O Caatinga nos orientou, deu o material, entramos com a mão de obra e aí a coisa deu certo&#8221;, conta Lindomar Santino de Freitas, 39, filho de Antônio Santino e braço direito do pai. O passo decisivo para fazer a pequena revolução na lavoura eles também aprenderam com a ONG. Montaram um sistema de aspersão simples, com canos finos e baratos, que leva a água da cacimba e de um barreiro para matar a sede das hortaliças, verduras e frutas.</p>
<p>Lindomar lembra que, na época, tentou o apoio de outros agricultores vizinhos, que já tinham poços em suas propriedades. Juntos, instalariam um sistema de gotejamento de água que alimentaria a todos. Mas nenhum se interessou. &#8220;Eles estão acostumados a viver esperando a chuva cair do céu. Depois de apanhar anos e anos, o sertanejo não pode mais aceitar viver assim&#8221;, ensina. Se tivesse hoje só no milho e no feijão, a família Santino estava, como milhares de outras, dependendo de cesta básica do governo para comer. &#8220;No começo, disseram que a gente estava doido, mas hoje, perto do que a gente era, posso dizer que sou um homem milionário&#8221;, orgulha-se seu Antônio Santino, com uma altivez que faz jus à imagem forte do homem do Sertão.</p>
<p><strong>PROFESSOR PARDAL </strong>- Não depender da esmola do governo é realmente um luxo para o sertanejo machucado pela seca. Foi cansado de esperar pelos caprichos do céu e por obras estruturadoras que nunca chegam que o agricultor João Antônio de Santana, 75, aprendeu a fazer chover. A sua propriedade, a poucos quilômetros do Centro de Ouricuri, também no Sertão do Araripe, é um laboratório de boas, simples e eficientes ideias. Além do sistema de aspersão, que garante água para uma lavoura verde e diversificada, seu João reaproveita tudo que a terra produz. Praticamente não depende do farelo comprado no armazém. Alimenta suas ovelhas com palha de milho e plantas como o sorgo e a leucena, misturadas e armazenadas no processo de silagem, o que garante um animal gordo o ano inteiro. As plantas viram comida para os bichos e o que sobra da ração volta para a terra em forma de adubo.</p>
<p>Seu João Santana tem o dom da curiosidade. É uma espécie de Professor Pardal do campo. Não tem medo de experimentar. Quando a ONG Caatinga chegou pelas suas bandas, discutindo formas de captar água da Barragem do Tamburiu, ele foi um dos primeiros a acreditar na possibilidade de um amanhã diferente. Apostou no sistema racional de uso e distribuição de água, ensinado pela ONG, e ajudou a levar a tecnologia para os vizinhos. &#8220;Quem ficou plantando capim, veio a seca e dizimou tudo. Já passei muito aperto com a estiagem. Foi o sofrimento que me ensinou a fazer diferente&#8221;, diz o agricultor que, em sua linguagem simples, ensina uma sábia lição. &#8220;O agricultor só precisa de um empurrãozinho. Quando ele avistar a lavoura verde e o gado gordo, vai se animar e não quer mais saber de viver sofrendo com a seca.&#8221; Um pensamento óbvio, mas ainda raro no Sertão.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss></wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Após cinco anos, marco legal para combate à desertificação tramita no Congresso</title>
		<link>http://www.caatinga.org.br/apos-cinco-anos-marco-legal-para-combate-a-desertificacao-tramita-no-congresso/</link>
		<comments>http://www.caatinga.org.br/apos-cinco-anos-marco-legal-para-combate-a-desertificacao-tramita-no-congresso/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 13:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação Caatinga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[Bioma Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cisterna]]></category>
		<category><![CDATA[Combate a pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperação técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilização social]]></category>
		<category><![CDATA[Parceiros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.caatinga.org.br/?p=1395</guid>
		<description><![CDATA[Por: Asacom  Novo texto da Política Nacional recebeu colaboração da sociedade civil, em especial, da ASA &#160; A um mês da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+ 20, tramita no Congresso Federal, em ritmo ágil, o Projeto de Lei 2447/07 que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Asacom</p>
<p align="center"> <em>Novo texto da Política Nacional recebeu colaboração da sociedade civil, em especial, da <a href="http://www.asabrasil.org.br/portal/Default.asp">ASA</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1396" class="wp-caption alignnone" style="width: 309px"><a href="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0516.jpg" rel="lightbox[1395]"><img class="size-full wp-image-1396" title="IMG_0516" src="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/IMG_0516.jpg" alt="" width="299" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Pedro: &quot;Precisamos integrar mais as ações de desenvolvimento sustentável do Semiárido com a política de combate à desertificação.&quot; Foto: Elka Macedo</p></div>
<p>A um mês da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+ 20, tramita no Congresso Federal, em ritmo ágil, o Projeto de Lei 2447/07 que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A votação do Projeto de Lei é motivo de celebração para a sociedade civil, que defendeu propostas para o novo texto, através da mediação do Ministério do Meio Ambiente (MMA).</p>
<p><span id="more-1395"></span></p>
<p>Embora algumas propostas não tenham sido aceitas, a sociedade civil acatou o texto final do PL para não obstruir a sua tramitação e perder a chance de ser criada a política, depois de cinco anos de espera. A política nacional é um importante instrumento que define diretrizes e responsabilidades no combate à problemática que atinge em cheio o Semiárido brasileiro.</p>
<p>No último dia 2, o projeto de lei começou a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Em abril, o texto do relator José Luiz Penna (PV/SP) foi aprovado por unanimidade na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Após a apreciação na CCJC, a proposição será votada no plenário por todos os deputados.</p>
<p>Para conhecer mais as propostas da política, as proposições da sociedade civil que não entraram no texto do projeto de lei e os principais desafios para integrar as ações de combate à desertificação às demais políticas públicas que visam o desenvolvimento sustentável do Semiárido, a jornalista da Asacom, Verônica Pragana, entrevistou Paulo Pedro de Carvalho, um dos interlocutores da sociedade civil junto ao MMA na construção desta política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Asacom </strong>- <strong>Por que o projeto de lei que cria a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca demorou tanto para ser aprovado e quais prejuízos provocados por esta demora?</strong></p>
<p><strong>Paulo Pedro</strong> &#8211; Um dos motivos é que não há interesse, prioridade, para a questão ambiental nesse país, principalmente para o nosso Semiárido. O bioma Caatinga não tem recebido as devidas prioridades na perspectiva do desenvolvimento sustentável. O Ministério do Meio Ambiente não tem muita projeção política, é um ministério que faz articulações com outros ministérios para garantir que, em todos os sistemas de produção, os tomadores de decisão comecem a pensar e a valorizar a lógica do desenvolvimento sustentável. Hoje já vivemos uma situação planetária de crise ambiental, mas o foco das grandes políticas é a questão do capital, do econômico. No nosso país, há uma grande projeção do agronegócio. Todas estas forças políticas, econômicas vão contra qualquer política que vise regular os processos de desenvolvimento nesta perspectiva de minimizar os impactos sobre os recursos naturais. Existe uma força contrária no Congresso Nacional, onde a grande maioria representa os interesses dos grandes produtores, que representam a lógica do agronegócio, sem compromisso claro com o meio ambiente. Tivemos vários momentos de pressão. A ASA tem se articulado com a Contag e a CUT, inclusive na realização do primeiro Encontro Nacional de Enfrentamento à Desertificação (Ened), quando pudemos trazer uma grande quantidade de representantes dos estados e de alguns ministérios. Esse evento trouxe uma série de propostas e articulou um conjunto de lideranças e autoridades que trabalham nos diversos órgãos tantos nos estados, quanto nos ministérios. A partir do momento que conseguimos pontuar mais a história da convivência no Semiárido nos espaços políticos e agora também com iminência do Brasil sediar a Rio+20, o próprio governo federal vem fazendo alguns encaminhamentos para não passar tão feio para o mundo nesta questão ambiental e esperamos que passe nos outros trâmites do Congresso e a política seja apresentada na Rio+20.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Asacom &#8211; Como tem sido a contribuição da sociedade civil, em especial, da ASA na elaboração da política?</strong></p>
<p><strong>Paulo Pedro</strong> &#8211; Há três anos a ASA já vem discutindo com o MMA a reformulação da primeira proposta do PL, feito pelo senador Inácio Arruda. De última hora, a gente soube que a proposta está na pauta de votação da comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável [da Câmara dos Deputados], fizemos uma articulação via internet e conseguimos algumas contribuições a mais. O fato é que nem tudo o que mandamos foi incorporado. Por exemplo, nós queríamos que a Comissão Nacional fosse transformada em Conselho Nacional. Outro aspecto que pedimos que ficasse explicitado foi a garantia dos instrumentos de financiamento. Isso também não ficou muito explicitado. Apenas colocou alguma coisa no campo do Fundo Nacional do Clima, algum aspecto ligado ao bioma Caatinga, que está se buscando criar para ações relacionadas ao desenvolvimento sustentável do Nordeste, o fundo socioambiental da Caixa Econômica Federal, que é um fundo já lançado e que já financia algumas atividades de convivência com o Semiárido. Então não foram aceitas todas as propostas, mas um conjunto delas foi considerado. Inclusive a qualificação e recursos para manter a Comissão Nacional, o aspecto ligado à capacitação da sociedade civil para entender o processo da desertificação e também interagir mais. O pessoal do Ministério ligava pra gente e perguntava se insistia em alguns pontos porque podia ser que por causa deste ponto, a política não fosse votada agora e não sabiam quando haveria outra oportunidade. Então, resolvemos aceitar os cortes e colocar para votação mesmo que o texto não esteja do jeito que queremos, mas é importante que a gente tenha votada a política porque teremos um instrumento importante para irmos avançando em outros aspectos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Asacom &#8211; Um dos pontos defendidos pela sociedade civil é a convergência desta política com outras que objetivam o desenvolvimento sustentável do bioma Caatinga e do Semiárido&#8230;</strong></p>
<p><strong>Paulo Pedro</strong> &#8211; Isto estava dentro de nossa proposta esta interrelação com outras políticas. O Ministério do Meio Ambiente já tem dificuldade de avançar politicamente e se você não consegue convencer outros ministérios, políticas, programas a incorporar a lógica do desenvolvimento sustentável, você não vai conseguir, com os pequenos recursos que o Ministério consegue, fazer a mudança. Além do que para por em prática as diretrizes desta política, quem deve participar não é só o pessoal ligado à questão ambiental. Até porque o combate à desertificação não é só uma questão ambiental, é também uma questão econômica, social. Os quatro grandes eixos do PAN Brasil, que está ligado aos eixos Convenção da ONU, são o manejo e o uso sustentável dos recursos naturais, o combate à pobreza e às desigualdades sociais, o fortalecimento das organizações sociais na participação política e ampliação sustentada da capacidade produtiva. Isto tem tudo a ver com a lógica do desenvolvimento sustentável e que coincide com os aspectos da luta da sociedade civil, em especial da ASA, com o trabalho que fazemos com a convivência com o Semiárido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Asacom &#8211; Se formos pensar nas políticas que trabalham com as famílias agricultoras do Semiárido, temos o Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PAA), a política da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e agora a política de combate à desertificação. Como você vislumbra as ações destas políticas sendo trabalhadas juntas?</strong></p>
<p><strong>Paulo Pedro</strong> &#8211; Esse é um grande desafio, apesar de estar presente muito nos discursos e nas vontades, a integração das políticas. Mas o que a gente vê é uma dificuldade grande dos órgãos de governo de integrar as políticas. No governo federal, por exemplo, tem ministérios que são favor e outros que são contra a transposição, as cisternas de plástico, o plantio de eucaliptos na Chapada do Araripe. O que existe é uma correlação de forças internas e há uma dificuldade de trabalhar de forma articulada. Temos os espaços políticos de discussão que precisam dialogar a nível nacional e também estadual. O discurso e os espaços já estão criados pra fazer esse debate da integração das políticas. O que ocorre é que, na maior parte dos casos, é que as pessoas que atuam nestes espaços políticos muito poucos têm o compromisso e até a capacidade suficiente de discutir além daquela temática específica e fazer uma ampliação para interagir com as outras políticas coordenadas por demais órgãos e setores. É muito importante que a sociedade civil também atue na integração e articulação das forças, mas também das ideias, dos temas. Criticamos os órgãos de governo, mas terminamos replicando isso compartimentalizando os temas e ficando isolados no seu âmbito de compreensão de suas instituições, redes e movimentos. Precisamos integrar mais para inclusive pautar o governo com força política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Asacom -  O que ainda é feito pelo homem, no Semiárido, que acelera o processo de desertificação?</strong></p>
<p><strong>Paulo Pedro</strong> &#8211; Tudo começa pelo desmatamento da Caatinga. Mais da metade do bioma está degradado. E isto é um dos principais fatores provocadores da desertificação. Você alia isso a diversos outros fatores, um deles é a queimada. Muitos agricultores, inclusive agricultores familiares, mas principalmente grandes produtores queimam o resto dos materiais das plantas que fica na terra e para fechar planta ali uma monocultura de gramínea para a criação de bovinos de grande porte e com sobrepastoreio, com excesso de animais sobre aquele solo desprotegido com apenas as gramíneas ali. Pra começar tirou a biodiversidade, depois tirou as árvores que protegiam a terra, depois colocou as gramíneas que não devolve os ingredientes à terra, apenas retira e colocou os animais que vão consumindo aquela plantação de capim, deixando aquela terra descoberta a maior parte do ano. Então esse solo vai sofrer muito o impacto da temperatura, do vento e ainda tem aquele animal que vai pisoteando e compacta ainda mais o solo. Na próxima temporada de chuva, ao invés da água penetrar neste solo para reabastecer os lençóis freáticos e reabastecer a vida, ela não vai infiltrar. A chuva vai ajudar a compactar mais ainda e vai provocar a erosão porque a água não tem retenção no solo e sai arrastando a camada mais fértil que é a mais superficial. Então dissemos que temos dois grandes prejuízos – vai embora a água, super importante para uma região seca como a nossa, e vai levando com ela o solo mais fértil. Vem aí ainda os agrotóxicos que contaminam o solo e destroem a vida da terra e vem aí os diversos tipos de monocultivo. E vem também o grande uso da lenha por boa parte das empresas que a usam como matriz energética. Em Pernambuco, temos a indústria do gesso, mas tem cerâmica em todos os estados, tem a padaria, o carvão produzido para uso doméstico e outros usos. Vem também crescendo em vários lugares a mineração que é uma grande provocadora da desertificação porque faz impacto forte com a remoção das camadas da terra, mas o impacto maior é o uso da lenha para o processo de beneficiamento. Boa parte desta lenha é usada de forma ilegal. Aqui no Araripe, 90% da lenha utilizada pelo pessoal do gesso é não legalizada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Asacom &#8211; Tem algo mais que você queira dizer diante deste importante momento de votação da Política e também da aprovação do novo Código Florestal por Dilma?</strong></p>
<p><strong>Paulo Pedro</strong> &#8211; Destaco a necessidade da sociedade civil, dos movimentos, das redes de se movimentar mais e dar sua contribuição neste processo. O Código Florestal acabou de passar com tanta movimentação que teve. Você vê que as forças são muito fortes. Precisamos lutar ainda para que a Dilma vete. Ao invés de ajudar a gente a trabalhar de forma mais sustentável no bioma Caatinga, [o novo texto do Código Florestal] vai piorar porque libera algumas regras mais firmes do Código anterior. Precisamos estar dentro e participar de forma definitiva e qualificada. Temos que fazer com que a sociedade civil, redes, movimentos tenham uma participação junto ao Congresso Nacional. O Congresso decide muito conforme o comando das forças políticas que eles representam, mas se o povo não participa, se os movimentos não mostram sua força também no Congresso Nacional, a gente não vai conseguir fazer as mudanças necessárias nos diversos campos. Inclusive garantir que as políticas de combate à desertificação sejam ampliadas para que efetivamente e concretamente nós consigamos avançar numa problemática para uma região tão importante e grande para o Brasil como é o bioma Caatinga, o Semiárido brasileiro. A desertificação vai além para o Semiárido que é a área semiárida e seus entornos. Se o bioma Caatinga tem mais de 900 mil quilômetros quadrados, as áreas suscetíveis à desertificação têm mais de 1,3 milhão de km² e envolve a maioria dos municípios do Nordeste, pegando parte de Minas Gerais e Espírito Santo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss></wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Caatinga assina convênio para construção de 530 fogões ecológicos</title>
		<link>http://www.caatinga.org.br/caatinga-assina-convenio-para-construcao-de-530-fogoes-ecologicos/</link>
		<comments>http://www.caatinga.org.br/caatinga-assina-convenio-para-construcao-de-530-fogoes-ecologicos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 13:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação Caatinga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[Bioma Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Combate a pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperação técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilização social]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres em ação]]></category>
		<category><![CDATA[Parceiros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.caatinga.org.br/?p=1392</guid>
		<description><![CDATA[Tecnologia vai possibilitar a preservação do meio ambiente com a economia de lenha &#160; &#160; Na manhã desta quinta-feira (10), o Caatinga representado pelos Coordenadores Giovanne Xenofonte e Paulo Pedro de Carvalho, assinou o convênio para a construção de 530 fogões ecológicos em seis municípios do Território da Cidadania do Sertão do Araripe Pernambucano e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>Tecnologia vai possibilitar a preservação do meio ambiente com a economia de lenha</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1393" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/fogao_ecologico_01022011.jpg" rel="lightbox[1392]"><img class="size-full wp-image-1393" title="fogao_ecologico" src="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/fogao_ecologico_01022011.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">Fogão Ecológico Foto: Ascom Prefeitura de Russas (CE)</p></div>
<p>Na manhã desta quinta-feira (10), o Caatinga representado pelos Coordenadores Giovanne Xenofonte e Paulo Pedro de Carvalho, assinou o convênio para a construção de 530 fogões ecológicos em seis municípios do Território da Cidadania do Sertão do Araripe Pernambucano e em quatro municípios do Território da Cidadania do Vale das Guaribas no Piauí.</p>
<p><span id="more-1392"></span></p>
<p>O projeto <em>Fogões à lenha mais eficientes na Mesorregião do Araripe</em> será apoiado pela Política Interna do Fundo Socioambiental CAIXA, fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio da Secretaria Executiva, do Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA e do Departamento de Fomento ao Desenvolvimento Sustentável.</p>
<p>Para a construção desta tecnologia será utilizada uma metodologia participativa num processo de capacitação das comunidades beneficiárias e dos pedreiros (mestres fogãozeiros). “Além da construção dos fogões, serão feitas capacitações com famílias agricultoras sobre o bioma caatinga, manejo sustentável e combate a desertificação, também serão formados mestres ‘fogãozeiros’ que construirão as tecnologias nas comunidades”, ratifica Giovanne Xenofonte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fogões ecológicos</strong></p>
<p>Os fogões ecológicos são tecnologias que permitem a substituição do tipo de lenha consumida. Eles operam com gravetos de lenha, que são os galhos finos das árvores e podem ser colhidos através da poda, sem haver necessidade de derrubada através do corte raso.</p>
<p>Com a construção desta tecnologia, além da preservação do meio ambiente, a inalação de fumaça será reduzida a quase zero, melhorando a saúde e evitando as doenças respiratórias, pois os fogões possuem uma chaminé externa, permanente, que não estraga com facilidade, levando a fumaça para fora da cozinha.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss></wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Comissão Nacional de Combate à Desertificação se reúne para discutir ações de enfrentamento à seca</title>
		<link>http://www.caatinga.org.br/comissao-nacional-de-combate-a-desertificacao-se-reune-para-discutir-acoes-de-enfrentamento-a-seca/</link>
		<comments>http://www.caatinga.org.br/comissao-nacional-de-combate-a-desertificacao-se-reune-para-discutir-acoes-de-enfrentamento-a-seca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação Caatinga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[Bioma Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Combate a pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Desertificação]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilização social]]></category>
		<category><![CDATA[Parceiros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.caatinga.org.br/?p=1386</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Reunidos em Brasília, os membros da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNDC) discutem as iniciativas que estão sendo tomadas para enfrentamento da seca na região semiárida. A reunião que teve início ontem foi convocada em caráter de urgência pela Secretaria Executiva da CNDC tendo em vista a “atual gravidade do fenômeno da seca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1387" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Seca-Nordestina.jpg" rel="lightbox[1386]"><img class="size-full wp-image-1387" title="Seca-Nordestina" src="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Seca-Nordestina.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem ilustrativa - Fonte: Google</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Reunidos em Brasília, os membros da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNDC) discutem as iniciativas que estão sendo tomadas para enfrentamento da seca na região semiárida. A reunião que teve início ontem foi convocada em caráter de urgência pela Secretaria Executiva da CNDC tendo em vista a “atual gravidade do fenômeno da seca no Brasil, particularmente no interior da região Nordeste”.</p>
<p><span id="more-1386"></span></p>
<p>Sediada na sede do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, a reunião traz à discussão assuntos como a adequação das iniciativas tomadas em relação à seca, à revelia da CNCD, pelo Governo Brasileiro e possibilidades de articulação com o comitê coordenador das ações de governo no enfrentamento da estiagem em todos os estados do Nordeste e em Minas Gerais.</p>
<p>Entre os 11 membros da sociedade civil que compõem a comissão, está o Coordenador Geral do Caatinga, Paulo Pedro de Carvalho representando o estado de Pernambuco. A CNCD é presidida pelo Ministro do Meio Ambiente e conta com representantes de outros ministérios, do DNOCS, BNB, Sudene, DNOCs, Codevasf e Embrapa. Além de representantes dos 11 estados suscetíveis à desertificação.</p>
<p>No evento, que termina hoje (11), está sendo pautada ainda, a aprovação da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável &#8211; CMADS da Câmara dos Deputados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss></wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem é criado durante Audiência Pública</title>
		<link>http://www.caatinga.org.br/sociedade-civil-entrega-carta-de-reivindicacao-para-governo-do-estado-durante-audiencia-sobre-enfrentamento-da-seca/</link>
		<comments>http://www.caatinga.org.br/sociedade-civil-entrega-carta-de-reivindicacao-para-governo-do-estado-durante-audiencia-sobre-enfrentamento-da-seca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 20:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação Caatinga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[Bioma Caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cisterna]]></category>
		<category><![CDATA[Combate a pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperação técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilização social]]></category>
		<category><![CDATA[Parceiros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.caatinga.org.br/?p=1383</guid>
		<description><![CDATA[Em Audiência Pública realizada nesta quinta-feira (10), no Salão Paroquial da Igreja Matriz São Sebastião em Ouricuri (PE), foi criada o Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem com o objetivo de mapear e levar ao governo do estado as principais demandas da sociedade, em especial das famílias agricultoras, no que diz respeito à seca. Durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1384" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><a href="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/DSC_0187.jpg" rel="lightbox[1383]"><img class="size-full wp-image-1384" title="Audiência" src="http://www.caatinga.org.br/wp-content/uploads/2012/05/DSC_0187.jpg" alt="" width="430" height="287" /></a><p class="wp-caption-text">Márcio Moura cita algumas reivindicações antes da entrega da carta -  Foto: Elka Macedo</p></div>
<p>Em Audiência Pública realizada nesta quinta-feira (10), no Salão Paroquial da Igreja Matriz São Sebastião em Ouricuri (PE), foi criada o Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem com o objetivo de mapear e levar ao governo do estado as principais demandas da sociedade, em especial das famílias agricultoras, no que diz respeito à seca. Durante o evento que reuniu cerca de 400 pessoas, os deputados estaduais e representantes do governo do estado se comprometeram  a encaminhar todos os documentos entregues na audiência ao governador Eduardo Campos.</p>
<p><span id="more-1383"></span></p>
<p>Na ocasião, o Coordenador de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas do Caatinga, Márcio Moura, em nome de instituições como a Federação dos/as trabalhadores/as na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), Polo Sindical do Araripe e Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável, entregou nas mãos do Coordenador do Comitê, Reginaldo Alves, a carta com as demandas emergenciais dos agricultores familiares para este período de seca.</p>
<p>No documento foram listadas solicitações como antecipação do pagamento do garantia safra para primeira quinzena de maio e universalização da construção de cisternas de placas de 16 mil litros e de 52 mil litros em todos os municípios do semiárido pernambucano. Em sua fala, o Coordenador do Meio Ambiente da Fetape, Antonio Francisco da Silva (Ferrinho) lembrou que caso o governo não implemente ações a curto prazo para amenizar os efeitos da estiagem, os/as agricultores/as vão fazer manifestações na rua.</p>
<p>A audiência partiu de uma demanda da sociedade civil organizada, representada pela Fetape, Polo Sindical e Caatinga, que precisava de um espaço para colocar as dificuldades enfrentadas, principalmente pelas famílias agricultores neste período de estiagem; e contou com o apoio efetivo, da Deputada Isabel Cristina, por meio das Comissões de Negócios Municipais e de Agricultura, Pecuária e Política Rural, da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe).</p>
<p>O evento contou com a presença de representantes das Secretarias Estaduais de Agricultura e Reforma Agrária e de Recursos Hídricos e Energéticos, prefeitos municipais do Araripe e os deputados estaduais Odacy Amorim e Isabel Cristina.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss></wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

