Email Caatinga via RSS Caatinga no Twitter Caatinga no Facebook

caatinga-ong-cabras

Feira

31/10/2017

Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe realizaram o IV Encontro da rede Araripe

publicado por

Fotos e informações: Ariagildo Vieira/ CAATINGA

Nos dias 25 e 26 de outubro, aconteceu na cidade do Crato/CE, o IV Encontro da Rede de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, reunindo 99 participantes entre agricultores/as, técnicos/as, pesquisadores, professores de universidades e militantes de movimentos sociais. Esse foi um dos encontros em preparação ao IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) que acontecerá no final de maio e início de junho de 2018, em Belo Horizonte/ MG, promovido pela Articulação Nacional de Agroecologia e tem como Lema “Agroecologia e Democracia Unindo Campo e Cidade”.   O Encontro aconteceu no auditório da Universidade Federal do Cariri (UFCA), reuniu agricultores/as experimentadores/as dos estados de Pernambuco, Ceará e Piauí. O debate teve início com uma análise de conjuntura, percebendo os principais desafios postos a agricultura familiar, especialmente no cenário atual, que é totalmente desfavorável e desafiador. Durante o encontro foram realizadas visitas a experiencias agroecológicas com juventudes, Organização comunitária, cultura, extração de óleos de plantas nativas, Meliponicultura.

Na noite do dia 25 aconteceu na praça da Sé, uma feira, onde participantes do encontro comercializaram e realizaram trocas de produtos, momento muito rico em manifestações culturais, vários grupos deixaram sua mensagem cultural através de danças, músicas e poesias. Para a agricultora Silvanete Lermem, que participou do encontro foi um momento de grande importância: “Esse é o encontro em que celebramos juntos as vivencias, as culturas diversas, aprendizados, riquezas, esse é um espaço em que nós celebramos, mas também denunciamos a violação dos direitos, fizemos uma análise de conjuntura, onde percebemos o quanto nossos direitos estão sendo massacrados, e saímos com a certeza do quanto precisamos nos unir e lutarmos juntos/as”

No último dia de encontro foi eleita uma lista de prioridades a serem discutidas na Rede Araripe, esta lista será disponibilizada no relatório final do encontro. O V encontro acontecerá em Araripina/PE, no mês de Agosto de 2018.


21/08/2017

Mulheres do Sitio Palácio em Granito/PE, mostram resistência e resiliência

publicado por

Por Adevania Coelho/ Kátia Rejane

As mulheres do sítio Palácio, município de Grantio/PE, no 7º ano consecutivo de seca na região, mostram diversidade e qualidade em produtos da agricultura familiar: Com produção de hortaliças, derivados do leite (margarina caseira, cocada, doce de leite, leite condensado, bolos, manteiga, queijo) e artesanatos.

Foto: Adevania Coelho

Todos esses produtos são comercializados na comunidade, e nos últimos anos durante a expogranito, feira de exposição de animais, que historicamente se tornou conhecido como um lugar destinado, apenas aos homens, vem se tornando, espaço ocupado também por mulheres, representando o trabalho de várias famílias agricultoras.

Foto: Adevania Coelho

“Nós tivemos a oportunidade de divulgar os nossos produtos, essa foi a segunda vez que participamos da expogranito, mas a gente quer expor em outras feiras, levar nossos produtos para outras cidades” Diz Maria Edileusa Bento, presidenta da associação

As mulheres se organizam, através da associação comunitária e do grupo de mulheres formado na comunidade.

 

Foto: Adevania Coelho

As mulheres do grupo recebem assessoria técnica da Ong Caatinga, através da chamada de ATER (Assistência técnica em extensão rural), do projeto sertão leiteiro, foi através dessa assessoria que as mesmas participaram de oficinas e inovaram a produção, com margarina caseira, iogurte, requeijão, creme de leite, leite condensado, achocolatado, sequilhos, bolos entre outros.

“Esses produtos, nós só conseguimos aprender a fazer por que a técnica trabalhou novos sabores do leite, que nós ainda não tínhamos despertado para fazer e aprendemos. Outra coisa que nós ajuda bastante a produzir são as cisternas, pois agora a gente consegue plantar verduras, frutas, plantas medicinais e ornamentais, a gente tem muitas coisas para fazer em casa e ter água perto nos ajuda muito” Afirma Edileusa.

Para a técnica da comunidade Adevânia Coelho, é surpreendente como as mulheres da comunidade tem um grande potencial, se tornando cada vez mais autônomas. “Acho muito interessante a iniciativa e a resistência das mulheres do sitio Palácio. ” Conta Adevania, ao falar da forma de organização e produção das mulheres. Vale lembrar que o grupo de mulheres trabalha, em parceria com a associação comunitária, fortalecendo a luta das famílias agricultoras, o que mostra que quando as mulheres avançam, nenhum homem retrocede.


24/10/2016

Primeira Agroecológica e Cultural do Araripe

publicado por

dsc_0121Aconteceu no dia 19 de Outubro na Praça Frei Damião, a primeira feira agroecológica e cultural do território do Araripe. O evento estava dentro da programação do 3º Encontro de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, como uma forma de apresentação dos produtos da agricultura familiar em bases agroecológicas ao público da cidade.

dsc_0004

As famílias agricultoras trouxeram diversos produtos: Verduras, frutas, hortaliças, mel, produtos beneficiados como doces, geleias, Licor, além de uma diversidade de artesanatos. A feira também contou com recital de poesias popular, com os poetas Juarez e Ramirio Nunes e participação de alunas do EREM Fernando Bezerra e música ao vivo, voz e violão, com o cantor Zezine Leite.

Para as famílias agricultoras que participaram da feira, foi um momento muito proveitoso, inclusive de divulgação dos produtos. “Eu agradeço muito, pela oportunidade de participar, fico muito feliz em estar aqui, ver as pessoas vendendo seus produtos, gerando renda e vendendo produtos de qualidade ” Diz a agricultora Deovania Mendes da comunidade de Lagoa Comprida, zona Rural de Ouricuri.

 

 

 

 

 

 


24/10/2016

Aconteceu nos dias 19 e 20 de Outubro, o 3º Encontro de agricultores/as experimentadores/as

publicado por

dsc_0209Nos dias 19 e 20 de Outubro aconteceu no auditório do Caatinga, o 3º Encontro de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, com a participação de agricultores/as dos estado de Pernambuco, Ceará e Piauí . O evento é promovido pela Rede Araripe, que é a rede de agricultores/as experimentadores/as do território, formada por famílias agricultoras que trabalham em bases agroecologicas, são famílias que ao longo do tempo se encontravam, trocavam experiências através de eventos e intercâmbios, e hoje tem o espaço da rede para fazer esse movimento.  Contam com o apoio de organizações como Caatinga, Chapada, ICMBio, MST, MPA, Fórum de mulheres do Araripe, Comunidades Eclesiais de Base, Sindicatos, Fundação Banco do Brasil, ActionAid.

dsc_0315

A terceira edição do Encontro que acontece desde 2014, teve em sua programação uma leitura de conjuntura, visita a experiências de estoque de sementes e forragens, Produção em sistemas agroflorestais, Direitos das mulheres e oficinas de Protagonismo juvenil, Aceso a crédito, acesso a mercado, além de uma feira agroecologica e cultural que aconteceu na noite do dia 19 na Praça Frei Damião.

Para o Coordenador de Políticas públicas do Caatinga, Giovanne Xenofonte, o encontro tem como objetivo central fortalecer a agricultura familiar no território do Araripe, promovendo o debate da convivência com o semiárido e acesso a políticas públicas que fortaleça esse tipo de agricultura que é fundamental no território.

“Esse tipo de agricultura foi reconhecida pela ONU como a agricultura do futuro então nós podemos dizer que temos aqui no Araripe o inicio da agricultura do futuro, mas para isso é necessário garantir as condições mínimas de continuidade dessa agricultura e o cenário atual não favorece. ” Afirma Giovanne Xenofonte

A quarta edição do encontro esta prevista para acontecer em 2017, no estado do Ceará.

 


10/10/2016

ADESSU mostra que é possível ter sucessão de juventude rural no semiárido pernambucano

publicado por

Por Emanuela Castro / Comunicadora da Casa da Mulher do Nordeste

“Lembro do primeiro dia em que fomos facilitar o curso de GRH do Programa 1 Milhão de Cisternas. Uma senhora me perguntou quanto tempo ainda faltava para chegar a pessoa da capacitação. E respondi: Sou eu a pessoa que vai estar com vocês. E tive como resposta: Humrum.  A descrença é geral, mas sempre no final somos reconhecidos como sujeitos de conhecimento”, contou Raiany Diniz, de 21 anos, durante o intercâmbio de experiência sobre  juventude e sucessão rural,  na sede da ADESSU, em Triunfo.

 

A experiência que aconteceu na última quarta-feira (05) foi uma das seis experiências apresentadas à agricultores e agricultoras do Sertão e Agreste de Pernambuco, durante o Encontro Estadual da ASA-PE.  Com 20 anos de resistência e luta, a ADESSU se renova a cada ciclo com jovens atuantes e mobilizadores de direitos humanos, e na defesa da agroecologia. Iniciado por 6 jovens em 1990, a organização permanece com o corpo da coordenação formado por jovens que participam de formações durante os ciclos.

 

Apostam na difusão de conhecimentos no protagonismo juvenil, na comunicação através de programas de rádios, em intercâmbios, em ações nas Escolas, e na criação de áreas de referências em agroecologia. Para Dyovany Otaviano, presidente da Associação Cultural de Jovens Rurais do Riacho de Pedra, de Cumaru, no Agreste Setentrional, a experiência da ADESSU é inspiradora. “Eu achei interessante a implantação de áreas de referências, são estratégias de multiplicar o que está dando certo. Como a nossa associação também é formada por jovens e tem trabalho com agroecologia, é uma ótima ideia para nos fortalecer no território”, completou.

 

Para o jovem coordenador Elias Freire, 20 anos, é importante reconhecer o envolvimento e a parceria da ONG Centro Sabiá, a KNH e a Articulação do Semiárido Pernambucano, no fortalecimento da gestão, formação e incidência política na região. “O nosso incentivo a sucessão rural é para continuarmos na luta contra as cisternas de plásticos, contra o fechamento das escolas rurais, contra o uso do agrotóxico, e por uma vida digna no campo”, completou.

 

Com atuação nos municípios de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, e também em mais 7 municípios da região, conseguiram atender 350 crianças e 250 famílias.  Entre as ações, também foram protagonistas na construção de 2 mil tecnologias de acesso à água para consumo e produção, bem como a implementação de banco de sementes. “Começamos crianças, e passamos por todo o processo de formação e atuação na instituição. Se não fosse a ADESSU, não sei o que seria de mim hoje. Com certeza estaria em São Paulo, trabalhando como vendedora em alguma loja, como desejava meu pai. Isso era tudo que eu não queria. Gosto das minhas raízes. Meu lugar é aqui”, contou a coordenadora Raiany Diniz.

 

Na sua história, a ADESSU acompanha os jovens e suas dinâmicas, por esse motivo, as temáticas se renovam a cada ano. Já tiveram projetos voltados para a música e o teatro, e nas formações a discussão da sexualidade e afetividade são prioridades. Outro momento importante foi a criação da Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar e Agroecológica (Coopcafa), em 2011. Coordenado por jovens, com mais de 38 cooperados, tem como objetivo escoar a produção agroecológica das famílias atendidas pela ADESSU, e ampliar o acesso à mercados. Hoje a Coopcafa agrega uma Unidade de Beneficiamento de produtos, e faz a distribuição de rapadura, açúcar mascavo e vários outros produtos derivados do açúcar.
Como já dizia o grande educador Paulo Freire sobre o significado de empoderamento – “a pessoa, grupo ou instituição empoderada é aquela que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer”.  Assim são os jovens da ADESSU, sempre atuando no presente.

Próxima Página »