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Feira

24/10/2016

Primeira Agroecológica e Cultural do Araripe

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dsc_0121Aconteceu no dia 19 de Outubro na Praça Frei Damião, a primeira feira agroecológica e cultural do território do Araripe. O evento estava dentro da programação do 3º Encontro de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, como uma forma de apresentação dos produtos da agricultura familiar em bases agroecológicas ao público da cidade.

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As famílias agricultoras trouxeram diversos produtos: Verduras, frutas, hortaliças, mel, produtos beneficiados como doces, geleias, Licor, além de uma diversidade de artesanatos. A feira também contou com recital de poesias popular, com os poetas Juarez e Ramirio Nunes e participação de alunas do EREM Fernando Bezerra e música ao vivo, voz e violão, com o cantor Zezine Leite.

Para as famílias agricultoras que participaram da feira, foi um momento muito proveitoso, inclusive de divulgação dos produtos. “Eu agradeço muito, pela oportunidade de participar, fico muito feliz em estar aqui, ver as pessoas vendendo seus produtos, gerando renda e vendendo produtos de qualidade ” Diz a agricultora Deovania Mendes da comunidade de Lagoa Comprida, zona Rural de Ouricuri.

 

 

 

 

 

 


24/10/2016

Aconteceu nos dias 19 e 20 de Outubro, o 3º Encontro de agricultores/as experimentadores/as

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dsc_0209Nos dias 19 e 20 de Outubro aconteceu no auditório do Caatinga, o 3º Encontro de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, com a participação de agricultores/as dos estado de Pernambuco, Ceará e Piauí . O evento é promovido pela Rede Araripe, que é a rede de agricultores/as experimentadores/as do território, formada por famílias agricultoras que trabalham em bases agroecologicas, são famílias que ao longo do tempo se encontravam, trocavam experiências através de eventos e intercâmbios, e hoje tem o espaço da rede para fazer esse movimento.  Contam com o apoio de organizações como Caatinga, Chapada, ICMBio, MST, MPA, Fórum de mulheres do Araripe, Comunidades Eclesiais de Base, Sindicatos, Fundação Banco do Brasil, ActionAid.

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A terceira edição do Encontro que acontece desde 2014, teve em sua programação uma leitura de conjuntura, visita a experiências de estoque de sementes e forragens, Produção em sistemas agroflorestais, Direitos das mulheres e oficinas de Protagonismo juvenil, Aceso a crédito, acesso a mercado, além de uma feira agroecologica e cultural que aconteceu na noite do dia 19 na Praça Frei Damião.

Para o Coordenador de Políticas públicas do Caatinga, Giovanne Xenofonte, o encontro tem como objetivo central fortalecer a agricultura familiar no território do Araripe, promovendo o debate da convivência com o semiárido e acesso a políticas públicas que fortaleça esse tipo de agricultura que é fundamental no território.

“Esse tipo de agricultura foi reconhecida pela ONU como a agricultura do futuro então nós podemos dizer que temos aqui no Araripe o inicio da agricultura do futuro, mas para isso é necessário garantir as condições mínimas de continuidade dessa agricultura e o cenário atual não favorece. ” Afirma Giovanne Xenofonte

A quarta edição do encontro esta prevista para acontecer em 2017, no estado do Ceará.

 


10/10/2016

ADESSU mostra que é possível ter sucessão de juventude rural no semiárido pernambucano

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Por Emanuela Castro / Comunicadora da Casa da Mulher do Nordeste

“Lembro do primeiro dia em que fomos facilitar o curso de GRH do Programa 1 Milhão de Cisternas. Uma senhora me perguntou quanto tempo ainda faltava para chegar a pessoa da capacitação. E respondi: Sou eu a pessoa que vai estar com vocês. E tive como resposta: Humrum.  A descrença é geral, mas sempre no final somos reconhecidos como sujeitos de conhecimento”, contou Raiany Diniz, de 21 anos, durante o intercâmbio de experiência sobre  juventude e sucessão rural,  na sede da ADESSU, em Triunfo.

 

A experiência que aconteceu na última quarta-feira (05) foi uma das seis experiências apresentadas à agricultores e agricultoras do Sertão e Agreste de Pernambuco, durante o Encontro Estadual da ASA-PE.  Com 20 anos de resistência e luta, a ADESSU se renova a cada ciclo com jovens atuantes e mobilizadores de direitos humanos, e na defesa da agroecologia. Iniciado por 6 jovens em 1990, a organização permanece com o corpo da coordenação formado por jovens que participam de formações durante os ciclos.

 

Apostam na difusão de conhecimentos no protagonismo juvenil, na comunicação através de programas de rádios, em intercâmbios, em ações nas Escolas, e na criação de áreas de referências em agroecologia. Para Dyovany Otaviano, presidente da Associação Cultural de Jovens Rurais do Riacho de Pedra, de Cumaru, no Agreste Setentrional, a experiência da ADESSU é inspiradora. “Eu achei interessante a implantação de áreas de referências, são estratégias de multiplicar o que está dando certo. Como a nossa associação também é formada por jovens e tem trabalho com agroecologia, é uma ótima ideia para nos fortalecer no território”, completou.

 

Para o jovem coordenador Elias Freire, 20 anos, é importante reconhecer o envolvimento e a parceria da ONG Centro Sabiá, a KNH e a Articulação do Semiárido Pernambucano, no fortalecimento da gestão, formação e incidência política na região. “O nosso incentivo a sucessão rural é para continuarmos na luta contra as cisternas de plásticos, contra o fechamento das escolas rurais, contra o uso do agrotóxico, e por uma vida digna no campo”, completou.

 

Com atuação nos municípios de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, e também em mais 7 municípios da região, conseguiram atender 350 crianças e 250 famílias.  Entre as ações, também foram protagonistas na construção de 2 mil tecnologias de acesso à água para consumo e produção, bem como a implementação de banco de sementes. “Começamos crianças, e passamos por todo o processo de formação e atuação na instituição. Se não fosse a ADESSU, não sei o que seria de mim hoje. Com certeza estaria em São Paulo, trabalhando como vendedora em alguma loja, como desejava meu pai. Isso era tudo que eu não queria. Gosto das minhas raízes. Meu lugar é aqui”, contou a coordenadora Raiany Diniz.

 

Na sua história, a ADESSU acompanha os jovens e suas dinâmicas, por esse motivo, as temáticas se renovam a cada ano. Já tiveram projetos voltados para a música e o teatro, e nas formações a discussão da sexualidade e afetividade são prioridades. Outro momento importante foi a criação da Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar e Agroecológica (Coopcafa), em 2011. Coordenado por jovens, com mais de 38 cooperados, tem como objetivo escoar a produção agroecológica das famílias atendidas pela ADESSU, e ampliar o acesso à mercados. Hoje a Coopcafa agrega uma Unidade de Beneficiamento de produtos, e faz a distribuição de rapadura, açúcar mascavo e vários outros produtos derivados do açúcar.
Como já dizia o grande educador Paulo Freire sobre o significado de empoderamento – “a pessoa, grupo ou instituição empoderada é aquela que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer”.  Assim são os jovens da ADESSU, sempre atuando no presente.

14/07/2016

Rede Araripe planeja encontro de agricultores/as experimentadores

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Na manhã de hoje (14 de Julho) se reuniu no auditório do Caatinga, a coordenação da Rede Araripe  para entre outras coisas planejar o terceiro encontro de agricultores/as experimentadores do Araripe.

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A rede de agricultores/as experimentadores/as, ou simplesmente Rede Araripe já existia no território, pois os/as agricultores/as partilham saberes e constroem conhecimentos a muitos anos, através dos encontros, intercâmbios e reuniões que participam nas suas próprias comunidades, e em outros municípios e estados, apenas não possuíam uma dinâmica constante de encontros, mas com o apoio do projeto Venda certa financiado pelas Redes Ecoforte, a rede ganhou essa dinâmica e vem se tornando um referencial no território.

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Hoje a rede tem uma coordenação que se encontra com freqüência e encontros mais ampliados que proporciona discussões de temas pertinentes voltados para a agricultura familiar, regados de muitas trocas entre os/as agricultores/as que vem a fortalecendo cada vez mais a cultura de experimentação e construção de conhecimentos, colocando os agricultores/as cada vez mais como os protagonistas da história da agricultura familiar no território e as organizações e movimentos assumindo o papel de apoio nesse processo.

Para seu Chico Peba agricultor experimentador e membro da rede, é muito importante ter um espaço como esse, onde  as famílias agricultoras discutem os problemas e dificuldades e juntas com o apoio das organizações buscam as saídas, “ é muito importante a rede e uma rede formada por nós agricultores, para discutir nossos problemas, buscar as saídas, mas também para partilhar as experiências, aprender uns com os outros” Afirma a agricultor que diz ter orgulho em se identificar como um membro da rede Araripe nos espaços que participa.

Entre outros encaminhamentos da reunião ficou definido que haverá um encontro de agricultores/as experimentadores/as na segunda quinzena de Outubro, com muita troca, animação e fartura que só a agricultura familiar é capaz fazer.


1/02/2016

Confira o balanço do impacto das ações do Caatinga junto às famílias agricultoras do Araripe

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Programa Agricultura Familiar em Debate #12.12.2015 by Caatinga on Mixcloud


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