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Jovens

29/05/2017

Aula diferente na Escola Rural Ouricuri.

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Aconteceu na última sexta feira (26), na escola rural Ouricuri, localizada no sitio Lagoa do Urubu/ Ouricuri/ PE, uma aula diferente que reuniu o saber teórico e prático.

A Escola Rural Ouricuri, fundada pela ONG Caatinga e a comunidade do sitio Lagoa do urubu e sítios vizinhos, como uma proposta de educação contextualizada, para a convivência com o semiárido, trabalhando conteúdo a partir da realidade dos educandos e educandas. Hoje conta com mais de 400 alunos/as, de várias comunidades, atualmente a escola funciona nos horários de manhã e tarde com turmas de pré-escolar ao 9º ano.

Passados alguns anos de fundação, a escola foi assumida pelo município de Ouricuri, mas a proposta pedagógica de uma educação que considere o lugar, a cultura, os costumes e construa possibilidades de convivência com o semiárido, foi mantida.

A parceria com o Caatinga, através de formações com educadores/as, participação em eventos, distribuição de publicações institucionais, construção de cisterna, através do programa cisternas nas escolas, pela ASA/BR, financiado pelo governo federal, diversas atividades realizadas através do projeto criança e comunidade, que o Caatinga executa em parceria com ActionAid Brasil.

Nesta sexta feira (26), aconteceu mais um momento de construção de conhecimento com educandos/as, educadores/as, técnicos/as, com discussões sobre os direitos e deveres das crianças e adolescentes, utilizando o teatro de fantoche, a construção de hortas suspensas, construção de canteiros, coleta de sementes e produção de mudas. A ideia é reativar a horta da escola, e que os produtos sejam utilizados na alimentação escolar.

A equipe gestora da escola, os/as educandos/as, avaliaram como bastante proveitoso e afirmaram a necessidade de realizar outros momentos como esse. “ A gente espera contar com o Caatinga, para nos ajudar a continuar com essas práticas e discussões na escola”. Diz Ana Paula, gestora da escola.

 


28/04/2017

Ouricuri adere a Greve Geral

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Na manhã, desta sexta feira, as principais ruas de Ouricuri, no sertão do Araripe Pernambucano, foram tomadas por centenas de manifestantes, que aderiram a agenda de luta nacional, Greve Geral, em todo o Brasil, contra as reformas da previdência e reforma Trabalhista.

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O Sindicato dos Servidores públicos de Ouricuri (SINDSEP), Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ouricuri, Federação dos Trabalhadores de Pernambuco (FETAPE), junto com Fórum de Mulheres do Araripe, Grupo de Mulheres Jurema,Sindicato dos Servidores da Saúde (SINDSAÚDE), Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência ( SIDSPREV), Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEP), Movimento Sem Terra (MST),  Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), e organizações de Base e de Apoio a agricultura familiar, além de Organizações dos municípios de Santa Cruz e Trindade realizaram, neste dia 28 de Abril, um ato de rua, repudiando as Reformas da Previdência e trabalhista, que visam tirar direitos de trabalhadores/as.

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O ato teve início na Praça, Padre Francisco Pedro da Silva, Praça da prefeitura, e seguiu pela feira livre de Ouricuri, até o semáforo central da cidade. O trânsito parou durante 20 minutos,  várias pessoas fizeram falas, repudiando as reformas, que prejudicará trabalhadores/as, atingindo mais fortemente, os que possuem menores condições financeiras, mulheres, jovens, comunidades tradicionais e agricultores/as familiares serão bastante afetados/as. Os manifestantes seguiram em caminhada até agência da Previdência social, do município, onde o ato foi encerrado.

Para Analberga Lino, do SINDSEP, esse foi um movimento muito importante para toda a classe trabalhadora.            “ Precisamos cada vez mais, ir as ruas dizer não a esse desmonte dos direitos, que atingirá fortemente a classe trabalhadora” Afirmou a professora.

A avaliação por parte da organização do evento, é muito positiva, estima -se que participaram mais de 3.000 pessoas, o que mostra forte adesão da população, ao movimento,  envolvendo diversos seguimentos: Saúde, educação, agricultura familiar, sindicalistas, movimentos sociais, movimentos de mulheres, jovens urbanos e rurais.

Ainda nesta manhã, no sertão do Araripe, aconteceram atos de ruas, nos municípios de Bodocó, com estimativa de participação de 2.000 pessoas, e nos municípios de Exu e Araripina, a tarde será realizado, em Santa Filomena . Além de vários outros municípios do Brasil.

 


16/11/2016

Cresol Araripe realiza assembléia ordinária

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Por Leticia Lopes, Guilherme Vicente, Maria Evilly, Maria Aparecida, Sumaia Araújo

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Aconteceu neste dia 16 de novembro de 2016, no auditório do Caatinga, a assembléia ordinária da cresol Araripe.  A Cresol é uma Cooperativa de Crédito que tem como objetivo liberar crédito para fomentar atividades agrícolas , a criação de animais se destaca com uma atividade de bastante acesso.

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Com aproximadamente 788 sócios, a Cresol vem atuando no Araripe a aproximadamente 12 anos, para se associar a Cresol precisa apenas dos documentos pessoais e uma cota mínima de R$ 40,00, para o capital social da cooperativa.

A Cresol libera hoje um valor de até R$ 5.000,00 com juros de 3,3%, entre as vantagens do crédito da Cresol, o presidente Juvenal Costa Ferraz destaca que o processo participativo, onde sócios participam das decisões e a gestão é feita com bastante transparência faz o diferencial na vida da cooperativa.

“Na Cresol a gente trabalha com a economia solidária, ou seja, somos todos donos do recurso, diferente de um banco normal, aqui ninguém precisa lucrar, estamos todos no mesmo barco, todos temos poder de decisão” Diz o presidente.

 


10/10/2016

ADESSU mostra que é possível ter sucessão de juventude rural no semiárido pernambucano

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Por Emanuela Castro / Comunicadora da Casa da Mulher do Nordeste

“Lembro do primeiro dia em que fomos facilitar o curso de GRH do Programa 1 Milhão de Cisternas. Uma senhora me perguntou quanto tempo ainda faltava para chegar a pessoa da capacitação. E respondi: Sou eu a pessoa que vai estar com vocês. E tive como resposta: Humrum.  A descrença é geral, mas sempre no final somos reconhecidos como sujeitos de conhecimento”, contou Raiany Diniz, de 21 anos, durante o intercâmbio de experiência sobre  juventude e sucessão rural,  na sede da ADESSU, em Triunfo.

 

A experiência que aconteceu na última quarta-feira (05) foi uma das seis experiências apresentadas à agricultores e agricultoras do Sertão e Agreste de Pernambuco, durante o Encontro Estadual da ASA-PE.  Com 20 anos de resistência e luta, a ADESSU se renova a cada ciclo com jovens atuantes e mobilizadores de direitos humanos, e na defesa da agroecologia. Iniciado por 6 jovens em 1990, a organização permanece com o corpo da coordenação formado por jovens que participam de formações durante os ciclos.

 

Apostam na difusão de conhecimentos no protagonismo juvenil, na comunicação através de programas de rádios, em intercâmbios, em ações nas Escolas, e na criação de áreas de referências em agroecologia. Para Dyovany Otaviano, presidente da Associação Cultural de Jovens Rurais do Riacho de Pedra, de Cumaru, no Agreste Setentrional, a experiência da ADESSU é inspiradora. “Eu achei interessante a implantação de áreas de referências, são estratégias de multiplicar o que está dando certo. Como a nossa associação também é formada por jovens e tem trabalho com agroecologia, é uma ótima ideia para nos fortalecer no território”, completou.

 

Para o jovem coordenador Elias Freire, 20 anos, é importante reconhecer o envolvimento e a parceria da ONG Centro Sabiá, a KNH e a Articulação do Semiárido Pernambucano, no fortalecimento da gestão, formação e incidência política na região. “O nosso incentivo a sucessão rural é para continuarmos na luta contra as cisternas de plásticos, contra o fechamento das escolas rurais, contra o uso do agrotóxico, e por uma vida digna no campo”, completou.

 

Com atuação nos municípios de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, e também em mais 7 municípios da região, conseguiram atender 350 crianças e 250 famílias.  Entre as ações, também foram protagonistas na construção de 2 mil tecnologias de acesso à água para consumo e produção, bem como a implementação de banco de sementes. “Começamos crianças, e passamos por todo o processo de formação e atuação na instituição. Se não fosse a ADESSU, não sei o que seria de mim hoje. Com certeza estaria em São Paulo, trabalhando como vendedora em alguma loja, como desejava meu pai. Isso era tudo que eu não queria. Gosto das minhas raízes. Meu lugar é aqui”, contou a coordenadora Raiany Diniz.

 

Na sua história, a ADESSU acompanha os jovens e suas dinâmicas, por esse motivo, as temáticas se renovam a cada ano. Já tiveram projetos voltados para a música e o teatro, e nas formações a discussão da sexualidade e afetividade são prioridades. Outro momento importante foi a criação da Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar e Agroecológica (Coopcafa), em 2011. Coordenado por jovens, com mais de 38 cooperados, tem como objetivo escoar a produção agroecológica das famílias atendidas pela ADESSU, e ampliar o acesso à mercados. Hoje a Coopcafa agrega uma Unidade de Beneficiamento de produtos, e faz a distribuição de rapadura, açúcar mascavo e vários outros produtos derivados do açúcar.
Como já dizia o grande educador Paulo Freire sobre o significado de empoderamento – “a pessoa, grupo ou instituição empoderada é aquela que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer”.  Assim são os jovens da ADESSU, sempre atuando no presente.

29/06/2016

Dia da educação e da Caatinga

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