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Mobilização social

28/04/2017

Ouricuri adere a Greve Geral

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Na manhã, desta sexta feira, as principais ruas de Ouricuri, no sertão do Araripe Pernambucano, foram tomadas por centenas de manifestantes, que aderiram a agenda de luta nacional, Greve Geral, em todo o Brasil, contra as reformas da previdência e reforma Trabalhista.

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O Sindicato dos Servidores públicos de Ouricuri (SINDSEP), Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ouricuri, Federação dos Trabalhadores de Pernambuco (FETAPE), junto com Fórum de Mulheres do Araripe, Grupo de Mulheres Jurema,Sindicato dos Servidores da Saúde (SINDSAÚDE), Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência ( SIDSPREV), Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEP), Movimento Sem Terra (MST),  Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), e organizações de Base e de Apoio a agricultura familiar, além de Organizações dos municípios de Santa Cruz e Trindade realizaram, neste dia 28 de Abril, um ato de rua, repudiando as Reformas da Previdência e trabalhista, que visam tirar direitos de trabalhadores/as.

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O ato teve início na Praça, Padre Francisco Pedro da Silva, Praça da prefeitura, e seguiu pela feira livre de Ouricuri, até o semáforo central da cidade. O trânsito parou durante 20 minutos,  várias pessoas fizeram falas, repudiando as reformas, que prejudicará trabalhadores/as, atingindo mais fortemente, os que possuem menores condições financeiras, mulheres, jovens, comunidades tradicionais e agricultores/as familiares serão bastante afetados/as. Os manifestantes seguiram em caminhada até agência da Previdência social, do município, onde o ato foi encerrado.

Para Analberga Lino, do SINDSEP, esse foi um movimento muito importante para toda a classe trabalhadora.            “ Precisamos cada vez mais, ir as ruas dizer não a esse desmonte dos direitos, que atingirá fortemente a classe trabalhadora” Afirmou a professora.

A avaliação por parte da organização do evento, é muito positiva, estima -se que participaram mais de 3.000 pessoas, o que mostra forte adesão da população, ao movimento,  envolvendo diversos seguimentos: Saúde, educação, agricultura familiar, sindicalistas, movimentos sociais, movimentos de mulheres, jovens urbanos e rurais.

Ainda nesta manhã, no sertão do Araripe, aconteceram atos de ruas, nos municípios de Bodocó, com estimativa de participação de 2.000 pessoas, e nos municípios de Exu e Araripina, a tarde será realizado, em Santa Filomena . Além de vários outros municípios do Brasil.

 


12/04/2017

Nota da ANA sobre proposta de mudança no Censo Agropecuário 2017

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12 de abril de 2017

Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) envia nota ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em que critica exclusão da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais do Censo Agropecuário 2017 e reivindica que o IBGE reveja a decisão. O documento foi aprovado pela Plenária da ANA, reunida em Belo Horizonte, em 6 de abril. Acompanhe abaixo o texto na íntegra.

 

Belo Horizonte, 6 de Abril de 2017.

Ao Sr. Paulo Rabello Castro

Presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

À Sociedade Brasileira

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), por decisão da Plenária Nacional realizada de 4 a 6 de abril de 2017, que reuniu mais de 70 representantes de movimentos sociais do campo e das florestas, instituições da sociedade civil, redes de agroecologia, povos indígenas e comunidades tradicionais, agricultores e agricultoras familiares de todo o país, vem a público apresentar suas críticas à exclusão da agricultura familiar do Censo Agropecuário 2017 e reivindicar que o IBGE reveja a decisão.

O questionário proposto pelo IBGE exclui ou altera perguntas fundamentais para a compreensão da realidade do campo brasileiro e para a avaliação das políticas públicas direcionadas à agricultura familiar. As exclusões ou alterações propostas precarizam a qualidade dos dados estatísticos sobre a realidade da agricultura brasileira com repercussões negativas para a formulação de propostas para a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e para a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.

As informações obtidas no último Censo Agropecuário, realizado em 2006, possibilitaram o reconhecimento dos agricultores e das agricultoras familiares enquanto protagonistas na produção alimentar brasileira, com relevante participação na economia nacional. As informações geradas pelo Censo Agropecuário 2006 foram fundamentais para a formulação e o aprimoramento de políticas inovadoras voltadas à agricultura familiar e ao desenvolvimento sustentável.

Questões importantes não podem ficar de fora do formulário censitário do IBGE, como àquelas referentes à diversidade dos modelos produtivos e dos modelos alternativos de produção; àquelas relacionadas ao uso de adubos sintéticos e agrotóxicos, especialmente importantes para indicar a produção de alimentos saudáveis e impactos na saúde ambiental e das pessoas, aspectos fundamentais para os objetivos de desenvolvimento sustentável. Ainda, não podem ficar de fora questões que oportunizam a autoidentificação étnico-racial que por sua vez caracterizam melhor a população rural, evidenciando grupos populacionais que historicamente são marginalizados e; questões relacionadas à força de trabalho que visibilizam as relações de gênero e de geração na unidade de produção. Atribuir apenas a “um responsável” todo o investimento de tempo e força de trabalho na unidade de produção é a expressão das desigualdades de gênero que precisa ser reparada nas estatísticas.

Por estas razões, solicitamos que o IBGE dialogue com a comunidade científica e com os movimentos sociais que representam a agricultura familiar e não suprima os quesitos relacionados à sustentabilidade ambiental, visibilidade dos trabalhos das mulheres e juventude, agricultura familiar e aqueles quesitos que têm permitido o reconhecimento, na América Latina, do nosso País como protagonista na produção de alimentos saudáveis e adequados para toda a população brasileira. Os cortes no orçamento (o que é fato) não justificam a supressão de tais itens. A alteração do Censo Agropecuário, como está proposto pelo IBGE, ocasionará graves retrocessos políticos e sociais para a sociedade brasileira e por isto reivindicamos que a decisão seja revista.

Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)

 


6/04/2017

Fórum de mulheres de Pernambuco se reúne no Araripe

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Com muita alegria e disposição, mulheres representando todas as regiões de Pernambuco, se reúnem no Território do Araripe nestes dias 06 , 07 e 08  de abril. O encontro do Fórum de mulheres de Pernambuco, tem como objetivo fortalecer a luta das mulheres em todo o estado, através das trocas de experiência de lutas, avaliação das ações, e planejamento de atividades e ações de incidência do Fórum para os próximos meses.

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O encontro começou com bastante alegria e empolgação por parte das participantes que trouxeram em suas falas, as principais pautas de luta, enfrentadas nos territórios de atuação.

“O sertão do Araripe é uma região muito extensa, temos mulheres que atuam em 11 cidades da região. É uma região em que ainda precisamos muito avançar na mobilização das mulheres, todavia temos muitas companheiras de muita luta e garra. Conta Tica de Nere, do Fórum de mulheres do Araraipe.

O encontro acontece no auditório do Caatinga, e segue até o dia 08, as mulheres trazem bastante resistência e força para continuar a luta, segundo as avaliações, no cenário nacional, os desafios aumentam a cada. E existe uma necessidade imensa de maior união, e fortalecimento coletivo.


22/03/2017

Lançamento do livro Olhares Agroecologicos

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Aconteceu ontem (21), no Rio de Janeiro o lançamento do livro Olhares agroecológicos. A publicação traz resultados de estudos socioeconômicos realizados em vários territórios Brasileiros, o estudo foi realizado a partir da identificação dos diferentes tipos de agriculturas presentes nos territórios e a viabilidade econômica, ambiental, social de cada tipo. Entre os territórios estudados, está o Araripe Pernambucano. O Caatinga através do Coordenador de Políticas Públicas, Giovanne Henrique Sátiro Xenofonte, esteve presente no evento.

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9/03/2017

Mulheres fecham BR em Ouricuri

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Na manhã deste dia 08 de Marco, dia internacional da mulher, diversas manifestações aconteceram em todo o País. No sertão do Araripe Pernambucano, não foi diferente.

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Mulheres, jovens e homens que apóiam a luta se reuniram em frente o clube AABB de Ouricuri, vindos dos 10 municípios do Araripe, com muita animação, o grupo decidiu fechar a BR 316, como protesto contra a reforma da previdência anunciada pelo governo federal, a qual em breve será votada na câmara dos deputados. Foram em torno de duas horas de fechamento de BR com falas de mulheres de diversos seguimentos, segundo a policia Rodoviária federal o manifesto contou com a participação de quase mil pessoas.

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Um evento pacifico e colaborativo, os motoristas  esperaram pacientemente o manifesto terminar, as mulheres afirmavam que estavam ali em luta também pelos caminhoneiros. “Estamos aqui hoje, neste manifesto, por todas nós, e por vocês motoristas, pelos policiais que também sofrem com perdas de direitos” Disse Cláudia Xenofonte, do Fórum de mulheres do Araripe.

“As pessoas presentes gritavam palavras de ordem, com destaque para “Fora Temer”, “ “Mulheres na rua. Temer a culpa é sua” “Lugar de mulher é onde ela quiser” entre tantas outras. As mulheres afirmavam freqüentemente que 08 de Março não é dia de comemoração, mas de muita luta. “ Não viemos aqui comemorar, estamos em luta, principalmente contra a reforma da previdência que irá prejudicar toda a classe trabalhadora desse País, principalmente nós mulheres” Afirmou Vera Guedes do Fórum de mulheres. O Fórum de mulheres do Araripe e a Frente Brasil Popular, organizadores do evento avaliam como bastante positiva a adesão das pessoas e em breve estarão realizando outros atos no Araripe.


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