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26/01/2018

Forró do poeirão fará tributo a Luiz Gonzaga

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No próximo sábado dia 27 de janeiro, acontece em Ouricuri mais um forró do poeirão no restaurante Chico Guilherme, organizado pelo cantor e compositor Tacyo Carvalho. O forró do poeirão já está na quarta edição e nasceu da necessidade de fortalecer a cultura nordestina, que se manifesta através da música, da poesia e da dança.

 

Para Tacyo Carvalho, o forró do poeirão é um momento de encontro dos artistas e oportunidade de pessoas da região e de outras regiões, que estão em Ouricuri em função da tradicional festa de Janeiro, desfrutar da boa música tocada e cantada por grandes artistas do Araripe  “ O poeirão nasceu para proporcionar o encontro de artistas e oferecer ao público, uma tarde de lazer, oportunidade de desfrutar de boa música, na tarde de sábado durante as festas de Janeiro, e graças a Deus a cada ano vem crescendo”. Conta Tacyo

 

Todos os anos o forró do poeirão homenageia um artista de referência para a música popular nordestina, e na edição de 2018, o homenageado será o rei do Baião, o Pernambucano do século, Luiz Gonzaga. O exuense que levou a cultura nordestina para o mundo, através das canções ritmadas pelo baião, admirado e seguido por muitos artistas brasileiros contribuiu na carreira de muitos desses, inclusive na carreira de Tacyo Carvalho, que durante muito tempo morou no sitio dos Gonzaga no Rio de Janeiro, onde teve a oportunidade de aprender muito com Gonzaga e família, e ganhou um apelido do Rei, pelo qual até hoje é conhecido no meio artístico, o garotão de Ouricuri.

O forró do poeirão esse ano contará com a participação de vários artistas locais como Joquinha Gonzaga, Epitácio Pessoa, Vital Barbosa, Baião Mais Eu, Flávio Leandro, Jurandir da feira, Leonardo do Acordeom, Leninho de Bodocó, Serginho Gomes, Cosmo do Acordeom, Eliane Lopes, Oclécio Carvalho, Reinivaldo Pinheiro, Guiliard, Erasmo Rumano, Genivaldo Silva, Nuria Malena, Djesus Sanfoneiro e Eralson Rumao.

O momento é de grande expectativa na cidade e de movimentação dos admiradores já procuram camisetas, que credenciam a entrada no espaço da festa e estão à venda no Mercantil Líder, próximo ao centro administrativo municipal e no Restaurante Chico Guilherme.


18/12/2017

A reforma da previdência e a resistência do povo organizado

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Por Kátia Rejane e Claudeilton Luiz

Desde do inicio do governo ilegítimo de Michel temer, após o golpe em 2016, várias medidas impopulares e reformas que tiram direitos adquiridos pelos trabalhadores/as brasileiros/as tem sofrido ameaças constantes, algumas dessas medidas já foram aprovadas e a população já sente o impacto, como a reforma trabalhista que está em vigor desde do mês de Novembro e a PEC de congelamento de investimentos na saúde, educação e assistência social nos próximos 20 anos, recentemente a pauta da reforma da previdência está em evidencia, e é a “maldade da vez”, pois se aprovada prejudicará  trabalhadores/as de todos os seguimentos, especialmente as mulheres e camponeses/as.

O governo ilegítimo se utiliza de dois argumentos para tentar emplacar a reforma da previdência, primeiro dizendo que a população está vivendo mais, ou seja, um aumento de expectativa de vida, por isso tem que se aposentar mais velha, o segundo elemento alegado é o déficit da previdência,  que é uma inverdade, pois comprovadamente a previdência é superavitária, para tirar a conclusão basta somar as receitas, que são: COFINS, PIS, CSLL, Contribuição previdência do empregado e do empregador, contribuição das loterias por meio do jogos, contribuição do agricultor através da comercialização e as despesas para alcançar essa conclusão, é importante também ressaltar que por meio da DRU- Desvinculação de receitas da União o governo abocanha 30%  do valor arrecadado para a seguridade social, ou seja, as justificativas utilizadas pelo governo, não são legitimas e isso tem causado revolta a população e provocado movimentos sociais a se posicionar e reafirmar resistência frente ao golpe sofrido.

Movimento sociais, Sindicatos, Organizações não governamentais, associações e diversos grupos organizados tem feito frente de luta resistindo a reforma da previdência, movimentos em várias regiões do País, das capitais ao interior, tem realizado ocupação de BR, audiências com lideranças políticas cobrando para que esses pressionem seus deputados a votar contra essa reforma tem sido algumas das ações de resistências, no sertão do Araripe Pernambucano não tem sido diferente das demais regiões, semana passada as organizações e movimentos que compõem a frente Brasil Popular no território realizou uma audiência pública no município de Ouricuri, onde foram convidados/as vereadores/as e demais lideranças políticas para cobrar posicionamento dos mesmos, na ocasião a câmera de vereadores emitiu uma carta de repudio a reforma previdenciária. A nível nacional podemos destacar a greve de fome que militantes do MPA (Movimento dos pequenos agricultores), encamparam com o tema: Alguns passam fome hoje, para que muitos não morram de fome no futuro.

A possibilidade de votação da reforma para essa semana, provocou diversos atos no País inteiro e uma tensão muito grande na capital federal, mas ao final da tarde dessa quinta feira os militantes encerram a greve de fome avaliada como vitoriosa. “Encerramos a greve de fome com vitória, adiaram a votação da reforma e retiraram os rurais da reforma” Diz Vani Souza, militante do MPA, segundo informações do MPA, o presidente da câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM), em visita aos grevistas afirmou que retiraria os/as camponeses da reforma da previdência, além disso anunciou o adiamento da votação para o mês de Fevereiro de 2018. A frente Brasil popular afirma que continuará firme na luta contra a reforma da previdência.

 

 


27/11/2017

O desafio da igualdade no Brasil e na América Latina

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Neste dia 27/11 será lançada a publicação Faces da Desigualdade no Brasil – um olhar sobre os que ficam para trás, durante o Colóquio Internacional: O desafio da igualdade no Brasil e na América Latina.
Trata-se de estudo sobre o que ocorreu com os mais pobres no Brasil no período de 2002 – 2015 sob a perspectiva do acesso a direitos, serviços públicos e bens de consumo. Os resultados são impressionantes e vão surpreender!
Seguem os links:
http://flacso.org.br/
http://www.clacso.org.ar/seminario_agenda_igualdad/

Faces_da_desigualdade_no_brasil


22/11/2017

A morte do Velho Chico ameaça a Convivência com o Semiárido

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A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) soma-se às muitas vozes das lideranças,
comunidades ribeirinhas, povos tradicionais, movimentos sociais, comitês de bacias,
pastorais sociais e especialistas para denunciar a morte do Rio São Francisco e exigir do
Estado brasileiro ações imediatas para reverter tal quadro de penúria, abandono,
exploração, descaso e privatização de suas águas.
O rio totalmente brasileiro sustenta milhares de ribeirinhos nos 160 municípios que banha,
ao longo dos cinco Estados que percorre: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e
Sergipe. O rio é fonte de vida e renda para quem vive em seu entorno e garante vida
digna para muita gente que vive no Semiárido. Passa, no entanto, por um dos piores
momentos de sua existência.
Ao analisar todos os números de vazão do rio desde 1931, constata-se que, atualmente, o
Velho Chico apresenta seus piores índices: menor quantidade de água no seu leito;
menor quantidade de água no conjunto dos reservatórios (em torno de 5% do volume útil);
menores vazões praticadas, com destaque para Sobradinho, que foi construída para
garantir uma vazão segura de 2.100 m³/s e hoje não garante sequer 590 m³/s.
Na foz, a vazão média que antes era de 2.943 m³/s, não ultrapassa os 554 m³/s. Como
consequência, o mar avança “rio adentro” por mais de 50Km e já causa um colapso no
abastecimento de água potável para as populações rural e urbana e aumento dos casos
de hipertensão dos moradores por conta da alta taxa de salinidade da água.
Esta situação não é resultado apenas dos seis anos prolongados de estiagem que passa
a região, mas, sobretudo, do desmatamento do Cerrado e dos usos ligados à irrigação,
mineração e transposição de águas.
Quando se amplia o olhar para a Bacia do São Francisco, a situação parece ainda mais
grave. O rio e seus afluentes ocupam uma área de 641.000Km², ou seja, 7,5% do
território brasileiro. Neste percurso que abrange o Distrito Federal e os Estados de Goiás,
Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, o manancial contava com mais de
150 afluentes ou rios tributários. Muitos destes não existem mais ou estão em vias de
extinção. Sua diversidade biológica é formada em grande parte pelo Cerrado e pela
Caatinga, e nestes espaços vivem mais de 16,5 milhões de pessoas, entre povos
originários, povos negros e europeus, espalhados pelos campos e cidades.
A exploração degradante da Bacia teve início com a chegada dos colonizadores por volta
de 1.500 e se prolonga e se mantém até os nossos dias, com a mineração, os vários
projetos de barragens, derrubada da Caatinga e do Cerrado. Com essas construções,
todo ciclo biológico foi alterado, com duas finalidades principais: gerar energia e
segurança hídrica para grandes perímetros irrigados. Instala-se na Bacia o Projeto
Desenvolvimentista lastreado pelas grandes obras de infraestrutura.
Endereço: Rua Monte Alverne, 287 – Hipódromo – Reci 2 fe / PE. CEP: 52.041-610
Tel: (81) 2121 7666 – www.asabrasil.org.br – asa@asabrasil.org.br
Articulação Semiárido Brasileiro
Em 2012, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
(CODEVASF) encomendou ao setor de engenharia do Exército Norte-Americano um
estudo sobre a navegabilidade do rio. Um dos pontos do estudo era descobrir se o forte
assoreamento, implicando grande quantidade de dejetos no rio, era resultado do
desmoronamento das margens ou do assoreamento dos afluentes. A conclusão,
divulgada apenas parcialmente neste final de 2017, é devastadora: pelo assoreamento
são despejados no curso do rio, a cada ano, nada menos que 23 milhões de toneladas de
sedimentos, sendo a maior parte causada pelo assoreamento dos afluentes resultante da
ampliação dos perímetros irrigados. O que vem ocorrendo com o São Francisco nada
mais é do que a consequência de um modelo de desenvolvimento baseado na
depredação acelerada das condições básicas das diversas formas de vidas, em nome do
que chamam de progresso.
Os mais de 500 anos de exploração do rio, em especial o barramento de suas águas,
provocaram o assassinato e expulsão de povos originários dos seus territórios,
escravização de povos negros, alagamento de grandes áreas e inundação de cidades
ribeirinhas, devastação das matas, águas demandadas e poluídas. O Cerrado está sendo
destruído! Em seu lugar, implanta-se o agronegócio com suas monoculturas para
exportação e a mineração, o que provoca a destruição das áreas de recargas de águas
da Bacia. A Caatinga está sendo retirada para dar lugar à fruticultura e à cana-de-açúcar
irrigada. Este desmonte da cobertura vegetal natural provoca o entulhamento do rio e,
neste cenário de devastação e exploração das águas do Velho Chico, espalham-se
diversos conflitos por terra e águas dos povos tradicionais que resistem em luta. Ao
analisar a iminente morte do São Francisco, pesquisadores/as apontam que a solução é
paulatina e se dará a médio e a longo prazos, com o processo de desconstrução das
barragens instaladas ao longo do curso do rio. Mas, para que o manancial volte ao seu
leito natural, é necessária muita vontade política.
A agenda em pauta é a disputa de projetos e as sociedades brasileira e internacional
precisam se posicionar! Vivenciamos a disputa injusta entre o projeto do lucro que a
qualquer custo prioriza a acumulação de riqueza por meio do saque dos bens naturais
públicos e da concentração e o projeto do Bem Viver que tem na sua gênese o equilíbrio
nas relações entre humanos e natureza. Neste âmbito, a ASA Brasil se manifesta
denunciando o projeto que provoca o assassinato paulatino da Bacia do Rio São
Francisco e se posiciona firmemente na defesa e na construção do projeto de vida da
Bacia, tendo como base o paradigma da Convivência com os biomas que a compõem.
Semiárido Brasileiro, 20 de novembro de 2017
Coordenação Executiva da ASA Brasil


31/10/2017

Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe realizaram o IV Encontro da rede Araripe

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Fotos e informações: Ariagildo Vieira/ CAATINGA

Nos dias 25 e 26 de outubro, aconteceu na cidade do Crato/CE, o IV Encontro da Rede de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, reunindo 99 participantes entre agricultores/as, técnicos/as, pesquisadores, professores de universidades e militantes de movimentos sociais. Esse foi um dos encontros em preparação ao IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) que acontecerá no final de maio e início de junho de 2018, em Belo Horizonte/ MG, promovido pela Articulação Nacional de Agroecologia e tem como Lema “Agroecologia e Democracia Unindo Campo e Cidade”.   O Encontro aconteceu no auditório da Universidade Federal do Cariri (UFCA), reuniu agricultores/as experimentadores/as dos estados de Pernambuco, Ceará e Piauí. O debate teve início com uma análise de conjuntura, percebendo os principais desafios postos a agricultura familiar, especialmente no cenário atual, que é totalmente desfavorável e desafiador. Durante o encontro foram realizadas visitas a experiencias agroecológicas com juventudes, Organização comunitária, cultura, extração de óleos de plantas nativas, Meliponicultura.

Na noite do dia 25 aconteceu na praça da Sé, uma feira, onde participantes do encontro comercializaram e realizaram trocas de produtos, momento muito rico em manifestações culturais, vários grupos deixaram sua mensagem cultural através de danças, músicas e poesias. Para a agricultora Silvanete Lermem, que participou do encontro foi um momento de grande importância: “Esse é o encontro em que celebramos juntos as vivencias, as culturas diversas, aprendizados, riquezas, esse é um espaço em que nós celebramos, mas também denunciamos a violação dos direitos, fizemos uma análise de conjuntura, onde percebemos o quanto nossos direitos estão sendo massacrados, e saímos com a certeza do quanto precisamos nos unir e lutarmos juntos/as”

No último dia de encontro foi eleita uma lista de prioridades a serem discutidas na Rede Araripe, esta lista será disponibilizada no relatório final do encontro. O V encontro acontecerá em Araripina/PE, no mês de Agosto de 2018.


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