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Projetos

3/10/2017

II Encontro Estadual de Sementes: Partilhando sementes e conhecimentos

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Por Jéssica Freitas/ Comunicadora da Adessu

O II Encontro Estadual de Sementes, realizado em Triunfo, sertão do Pajeú foi palco de acolhimento, religiosidade, música, dança e poesia e expressões culturais, relembrando que o povo do Semiárido tem muita riqueza para partilhar.

No segundo dia de encontro, a mística de abertura trouxe elementos sobre as diversas potencialidades da mulher para o trabalho. Essas potencialidades são sim reconhecidas por muitos e isso se fez evidente ao longo da mística, quando homens e mulheres escolheram instrumentos diferentes de trabalho e falaram sobre suas experiências com cada um deles, sem distinção de gênero.

A mística deu abertura para o lançamento da campanha: Pela divisão justa do trabalho doméstico, desenvolvida pela ‘Casa da Mulher do Nordeste’ e organizações parceiras. O tema da campanha trouxe e trás uma reflexão sobre a necessidade de um debate mais intenso sobre a cooperação mútua nas atividades diárias e divisão de responsabilidades. Homens e mulheres de todos os territórios abriram um caloroso debate e trouxeram relatos sobre suas próprias vivências. Relatos de famílias que ainda estão marcados por comportamentos machistas e com raízes do patriarcalismo, mas também relatos de homens que se reconhecem num papel mais igualitário junto às mulheres.

Após o debate, realizou-se uma avaliação geral sobre o encontro, apontando aspectos como: metodologia e infraestrutura, além de indicações de sugestões para a qualificação dos próximos encontros. Essa avaliação aconteceu entre grupos divididos de acordo com os respectivos territórios, Araripe, Sertão e Agreste.

Após as apresentações, o coordenador executivo da ASA, Alexandre Pires, fez a leitura do documento gerado a partir das discussões levantadas com o objetivo de reinterar o compromisso com a promoção da agrobiodiversidade: “Carta de Pernambuco: partilhando sementes e conhecimentos”.

E o encontro foi encerrado com uma grande ciranda, muito representativa quando se fala na pluralidade e na unidade de sentimentos do povo pernambucano.


13/09/2017

Conhecimento e tecnologias de convivência com o semiárido permitem produção de alimentos

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Ao longo de 7 anos consecutivos de estiagem, produzir alimentos vem sendo uma missão cada vez mais desafiadora, mas no sertão do Araripe Pernambucano famílias agricultoras resistem e conseguem viver com dignidade e alimentação de qualidade. É o caso da família de Assis e Eliziene, da comunidade da Tranqueira, município de Ouricuri/PE.


A família é assessorada pelo Caatinga, através da chamada pública de ATER ( Assistência técnica em extensão rural), Projeto Sertão leiteiro, que constrói conhecimentos junto a 800 famílias agricultoras no território do Araripe, as quais tem em suas atividades produtivas a produção de leite, seja através de bovinos ou caprinos,.

Eliziene e Assis além da ATER, já conseguiram acessar o programa 1 milhão de cisternas (P1MC) e o programa uma terra e duas águas (P1+2), ambos executados pela Articulação do Semiárido (ASA), em parceria com o governo federal. Além dessas tecnologias a família investiu na perfuração de um poço artesiano, que possibilita abastecer a cisterna calçadão e assim irrigar o plantio de palma forrageira e outras culturas de forragem para alimentação dos animais.

A família tem como atividades principais a criação de bovinos, a qual contribui com a alimentação e produzem queijos para comercialização e a produção de hortaliças, utilizada na alimentação familiar e comercializadas na feira agroecológica de Ouricuri.
A família é prova concreta que conhecimento e tecnologias de convivência com o semiárido, permitem vida digna no semiárido.


21/08/2017

Mulheres do Sitio Palácio em Granito/PE, mostram resistência e resiliência

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Por Adevania Coelho/ Kátia Rejane

As mulheres do sítio Palácio, município de Grantio/PE, no 7º ano consecutivo de seca na região, mostram diversidade e qualidade em produtos da agricultura familiar: Com produção de hortaliças, derivados do leite (margarina caseira, cocada, doce de leite, leite condensado, bolos, manteiga, queijo) e artesanatos.

Foto: Adevania Coelho

Todos esses produtos são comercializados na comunidade, e nos últimos anos durante a expogranito, feira de exposição de animais, que historicamente se tornou conhecido como um lugar destinado, apenas aos homens, vem se tornando, espaço ocupado também por mulheres, representando o trabalho de várias famílias agricultoras.

Foto: Adevania Coelho

“Nós tivemos a oportunidade de divulgar os nossos produtos, essa foi a segunda vez que participamos da expogranito, mas a gente quer expor em outras feiras, levar nossos produtos para outras cidades” Diz Maria Edileusa Bento, presidenta da associação

As mulheres se organizam, através da associação comunitária e do grupo de mulheres formado na comunidade.

 

Foto: Adevania Coelho

As mulheres do grupo recebem assessoria técnica da Ong Caatinga, através da chamada de ATER (Assistência técnica em extensão rural), do projeto sertão leiteiro, foi através dessa assessoria que as mesmas participaram de oficinas e inovaram a produção, com margarina caseira, iogurte, requeijão, creme de leite, leite condensado, achocolatado, sequilhos, bolos entre outros.

“Esses produtos, nós só conseguimos aprender a fazer por que a técnica trabalhou novos sabores do leite, que nós ainda não tínhamos despertado para fazer e aprendemos. Outra coisa que nós ajuda bastante a produzir são as cisternas, pois agora a gente consegue plantar verduras, frutas, plantas medicinais e ornamentais, a gente tem muitas coisas para fazer em casa e ter água perto nos ajuda muito” Afirma Edileusa.

Para a técnica da comunidade Adevânia Coelho, é surpreendente como as mulheres da comunidade tem um grande potencial, se tornando cada vez mais autônomas. “Acho muito interessante a iniciativa e a resistência das mulheres do sitio Palácio. ” Conta Adevania, ao falar da forma de organização e produção das mulheres. Vale lembrar que o grupo de mulheres trabalha, em parceria com a associação comunitária, fortalecendo a luta das famílias agricultoras, o que mostra que quando as mulheres avançam, nenhum homem retrocede.


29/05/2017

Aula diferente na Escola Rural Ouricuri.

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Aconteceu na última sexta feira (26), na escola rural Ouricuri, localizada no sitio Lagoa do Urubu/ Ouricuri/ PE, uma aula diferente que reuniu o saber teórico e prático.

A Escola Rural Ouricuri, fundada pela ONG Caatinga e a comunidade do sitio Lagoa do urubu e sítios vizinhos, como uma proposta de educação contextualizada, para a convivência com o semiárido, trabalhando conteúdo a partir da realidade dos educandos e educandas. Hoje conta com mais de 400 alunos/as, de várias comunidades, atualmente a escola funciona nos horários de manhã e tarde com turmas de pré-escolar ao 9º ano.

Passados alguns anos de fundação, a escola foi assumida pelo município de Ouricuri, mas a proposta pedagógica de uma educação que considere o lugar, a cultura, os costumes e construa possibilidades de convivência com o semiárido, foi mantida.

A parceria com o Caatinga, através de formações com educadores/as, participação em eventos, distribuição de publicações institucionais, construção de cisterna, através do programa cisternas nas escolas, pela ASA/BR, financiado pelo governo federal, diversas atividades realizadas através do projeto criança e comunidade, que o Caatinga executa em parceria com ActionAid Brasil.

Nesta sexta feira (26), aconteceu mais um momento de construção de conhecimento com educandos/as, educadores/as, técnicos/as, com discussões sobre os direitos e deveres das crianças e adolescentes, utilizando o teatro de fantoche, a construção de hortas suspensas, construção de canteiros, coleta de sementes e produção de mudas. A ideia é reativar a horta da escola, e que os produtos sejam utilizados na alimentação escolar.

A equipe gestora da escola, os/as educandos/as, avaliaram como bastante proveitoso e afirmaram a necessidade de realizar outros momentos como esse. “ A gente espera contar com o Caatinga, para nos ajudar a continuar com essas práticas e discussões na escola”. Diz Ana Paula, gestora da escola.

 


24/10/2016

Aconteceu nos dias 19 e 20 de Outubro, o 3º Encontro de agricultores/as experimentadores/as

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dsc_0209Nos dias 19 e 20 de Outubro aconteceu no auditório do Caatinga, o 3º Encontro de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, com a participação de agricultores/as dos estado de Pernambuco, Ceará e Piauí . O evento é promovido pela Rede Araripe, que é a rede de agricultores/as experimentadores/as do território, formada por famílias agricultoras que trabalham em bases agroecologicas, são famílias que ao longo do tempo se encontravam, trocavam experiências através de eventos e intercâmbios, e hoje tem o espaço da rede para fazer esse movimento.  Contam com o apoio de organizações como Caatinga, Chapada, ICMBio, MST, MPA, Fórum de mulheres do Araripe, Comunidades Eclesiais de Base, Sindicatos, Fundação Banco do Brasil, ActionAid.

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A terceira edição do Encontro que acontece desde 2014, teve em sua programação uma leitura de conjuntura, visita a experiências de estoque de sementes e forragens, Produção em sistemas agroflorestais, Direitos das mulheres e oficinas de Protagonismo juvenil, Aceso a crédito, acesso a mercado, além de uma feira agroecologica e cultural que aconteceu na noite do dia 19 na Praça Frei Damião.

Para o Coordenador de Políticas públicas do Caatinga, Giovanne Xenofonte, o encontro tem como objetivo central fortalecer a agricultura familiar no território do Araripe, promovendo o debate da convivência com o semiárido e acesso a políticas públicas que fortaleça esse tipo de agricultura que é fundamental no território.

“Esse tipo de agricultura foi reconhecida pela ONU como a agricultura do futuro então nós podemos dizer que temos aqui no Araripe o inicio da agricultura do futuro, mas para isso é necessário garantir as condições mínimas de continuidade dessa agricultura e o cenário atual não favorece. ” Afirma Giovanne Xenofonte

A quarta edição do encontro esta prevista para acontecer em 2017, no estado do Ceará.

 


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