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26/06/2017

Forrozeiros fortalecem a Campanha: #Devolva Nosso São João

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A fogueira ta queimando, em homenagem a São João, o forró já começou, vamos gente, rapa-pé nesse salão( Música: São João na roça. Luiz Gonzaga)

Os tradicionais festejos juninos, tem como origem famílias que se reuniam em volta da fogueira para comemorar as festividades ocorridas no mês de junho, homenageando santos da igreja católica (Santo Antonio, São João e São Pedro), com o passar do tempo se tornou uma festa conhecida em todo o Brasil, caracterizada pelas quadrilhas juninas, comidas típicas, e o tradicional forró, feito com sanfona, zabumba e triangulo. Esse conjunto de conhecimentos, sabedorias e sabores Traduzem os sentimentos de devoção, gratidão pela colheita realizada, resistência e animação características do povo nordestino.

Imagem da internet

Nos últimos anos, as festas juninas promovidas, pelas gestões publicas, trazem cada vez menos, a presença de sanfoneiros nas programações, especialmente nas grandes cidades do nordeste, como Caruaru em Pernambuco e Campina Grande na Paraíba.

Em protesto a essa posição das gestões publicas, sanfoneiros dos diversos lugares do nordeste lançaram, nas redes sociais a campanha: #Devolva nosso São João, que denuncia a descaracterização do São João nas programações dos festejos públicos.

A campanha encabeçada pelos músicos Joquinha Gonzaga ( sobrinho de Luiz Gonzaga) e Chambinho do Acordeon, (intérprete do Rei do Baião no filme Gonzaga: De pai pra filho), ganhou a adesão de vários forrozeiros em todo o nordeste. O manifesto político – cultural, é uma forma de chamar atenção dos governantes, e principalmente da população para a invasão de ritmos e músicos de outras regiões do País, que conseguem através de grandes empresas de entretenimento adentrar nas programações juninas em diversos municípios, desrespeitando a tradição local.

No sertão do Araripe Pernambucano, região onde esta localizada a Exu, cidade do eterno rei do baião Luiz Gonzaga, a situação não é diferente, mesmo os festejos sendo menores, e estando tão próximo da cidade do Gonzagão, as programações juninas dos municípios, conta com pouquíssimos  sanfoneiros, ganhando espaço ritmos como sertanejo, funk, forró estilizado e pisadinha.

Os forrozeiros dessa região também aderiram à campanha, além de Joquinha Gonzaga, os forrozeiros e compositores Elmo Oliveira, Flávio Leandro aderiram a campanha como forma de luta para manter viva o legado do Gonzagão, e oportunizar a juventude conhece -lo “ O forrozeiro perde por que deixa de ganhar, perdoe – me, a redundância, a população perde por que deixa de reafirmar sua identidade cultural, agora a perda maior é da juventude por que não tendo seu cordão umbilical ligado a nossas raízes acaba achando que está tudo certo” Diz Elmo Oliveira, ao falar das perdas em decorrência do esquecimento dos forrozeiros nas programações juninas.

Entre as frases divulgadas pelos artistas ganharam força nas redes sociais: “Devolvam o nosso São João”, “São João é do Nordeste” e “São João só é grande quando tem forró”.


29/05/2017

Aula diferente na Escola Rural Ouricuri.

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Aconteceu na última sexta feira (26), na escola rural Ouricuri, localizada no sitio Lagoa do Urubu/ Ouricuri/ PE, uma aula diferente que reuniu o saber teórico e prático.

A Escola Rural Ouricuri, fundada pela ONG Caatinga e a comunidade do sitio Lagoa do urubu e sítios vizinhos, como uma proposta de educação contextualizada, para a convivência com o semiárido, trabalhando conteúdo a partir da realidade dos educandos e educandas. Hoje conta com mais de 400 alunos/as, de várias comunidades, atualmente a escola funciona nos horários de manhã e tarde com turmas de pré-escolar ao 9º ano.

Passados alguns anos de fundação, a escola foi assumida pelo município de Ouricuri, mas a proposta pedagógica de uma educação que considere o lugar, a cultura, os costumes e construa possibilidades de convivência com o semiárido, foi mantida.

A parceria com o Caatinga, através de formações com educadores/as, participação em eventos, distribuição de publicações institucionais, construção de cisterna, através do programa cisternas nas escolas, pela ASA/BR, financiado pelo governo federal, diversas atividades realizadas através do projeto criança e comunidade, que o Caatinga executa em parceria com ActionAid Brasil.

Nesta sexta feira (26), aconteceu mais um momento de construção de conhecimento com educandos/as, educadores/as, técnicos/as, com discussões sobre os direitos e deveres das crianças e adolescentes, utilizando o teatro de fantoche, a construção de hortas suspensas, construção de canteiros, coleta de sementes e produção de mudas. A ideia é reativar a horta da escola, e que os produtos sejam utilizados na alimentação escolar.

A equipe gestora da escola, os/as educandos/as, avaliaram como bastante proveitoso e afirmaram a necessidade de realizar outros momentos como esse. “ A gente espera contar com o Caatinga, para nos ajudar a continuar com essas práticas e discussões na escola”. Diz Ana Paula, gestora da escola.

 


24/10/2016

Aconteceu nos dias 19 e 20 de Outubro, o 3º Encontro de agricultores/as experimentadores/as

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dsc_0209Nos dias 19 e 20 de Outubro aconteceu no auditório do Caatinga, o 3º Encontro de Agricultores/as Experimentadores/as do Araripe, com a participação de agricultores/as dos estado de Pernambuco, Ceará e Piauí . O evento é promovido pela Rede Araripe, que é a rede de agricultores/as experimentadores/as do território, formada por famílias agricultoras que trabalham em bases agroecologicas, são famílias que ao longo do tempo se encontravam, trocavam experiências através de eventos e intercâmbios, e hoje tem o espaço da rede para fazer esse movimento.  Contam com o apoio de organizações como Caatinga, Chapada, ICMBio, MST, MPA, Fórum de mulheres do Araripe, Comunidades Eclesiais de Base, Sindicatos, Fundação Banco do Brasil, ActionAid.

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A terceira edição do Encontro que acontece desde 2014, teve em sua programação uma leitura de conjuntura, visita a experiências de estoque de sementes e forragens, Produção em sistemas agroflorestais, Direitos das mulheres e oficinas de Protagonismo juvenil, Aceso a crédito, acesso a mercado, além de uma feira agroecologica e cultural que aconteceu na noite do dia 19 na Praça Frei Damião.

Para o Coordenador de Políticas públicas do Caatinga, Giovanne Xenofonte, o encontro tem como objetivo central fortalecer a agricultura familiar no território do Araripe, promovendo o debate da convivência com o semiárido e acesso a políticas públicas que fortaleça esse tipo de agricultura que é fundamental no território.

“Esse tipo de agricultura foi reconhecida pela ONU como a agricultura do futuro então nós podemos dizer que temos aqui no Araripe o inicio da agricultura do futuro, mas para isso é necessário garantir as condições mínimas de continuidade dessa agricultura e o cenário atual não favorece. ” Afirma Giovanne Xenofonte

A quarta edição do encontro esta prevista para acontecer em 2017, no estado do Ceará.

 


29/02/2016

Matéria TV: Caravana Agroecológica e Cultural do Araripe

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A Caravana Agroecológica e Cultural reuniu pessoas de 10 estados do país para refletir sobre os tipos de agricultura do território do Araripe e a partir desta reflexão responder por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?


8/01/2016

Crise hídrica muda a rotina dos brasileiros – RedeTV

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Gravada no Araripe pernambucano e em municípios de São Paulo, a reportagem da Rede TV mostra como as famílias do Semiárido conseguem gerenciar bem os recursos hídricos e dão lição de como conviver bem com a estiagem.

 


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