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Geral

31/07/2017

Tecnologia social de Ouricuri (PE) é certificada pela Fundação BB  

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Um total de 173 iniciativas ganharam o reconhecimento e irão compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil

Saiu o resultado da primeira fase de classificação para o Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil. A tecnologia social Facilitando o acesso das mulheres rurais ao PNAE, é uma das 173 consideradas aptas a receber a certificação no ano de 2017, de um total de 735 iniciativas inscritas. Esta é a nona edição da premiação, que tem o objetivo de levantar projetos sustentáveis que possam ser reaplicados em diversas comunidades.

A triagem foi realizada por uma comissão composta pela equipe técnica da Fundação BB, que obedeceu aos critérios do regulamento para chegar às propostas selecionadas. Dentre os requisitos solicitados estavam: o tempo de atividade, as evidências de transformação social, a sistematização da tecnologia, a ponto de tornar possível sua reaplicação em outras comunidades, e o respeito aos valores de protagonismo social, respeito cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica.

 

As propostas inscritas foram classificadas em seis categorias nacionais, das quais foram validadas 15 tecnologias na categoria Agroecologia, 27 em Água e/ou Meio Ambiente, 11 em Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital, 40 em Economia Solidária, 52 em Educação e 16 em Saúde e Bem Estar. Na categoria internacional foram classificadas 12 propostas.

 

Com a certificação, as tecnologias passam a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB, que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação. O BTS é uma base de dados online, que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Neste banco, todas as tecnologias sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, dentre outros parâmetros de pesquisa. Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados por meio do aplicativo de celular “Banco de Tecnologias Sociais”, disponível para aparelhos Android e IOS.

 

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, a certificação de um projeto com o selo “Certificada Fundação BB” garante mais visibilidade para a iniciativa, além de fortalecer o conceito para sua reaplicação em outras localidades do país. “Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala”, explicou.

 

A próxima etapa do Prêmio está prevista para o dia 15 de agosto, com a divulgação dos projetos finalistas. Já as propostas vencedoras serão anunciadas na cerimônia de premiação, em novembro.

 

Neste ano, a Fundação BB irá premiar com R$ 50 mil cada uma das seis iniciativas vencedoras nas categorias nacionais, além da entrega de um troféu e a produção de um vídeo retratando as iniciativas das 21 instituições finalistas nacionais e das três finalistas internacionais.

 

Esta edição tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

 

Categoria Internacional

Pela primeira vez, a Fundação BB abriu inscrições para iniciativas dos países da América Latina e do Caribe. Elas concorrem na premiação internacional. Deste grupo, 12 receberão a certificação. As tecnologias sociais desta categoria também irão compor o BTS após tradução dos projetos para o português.

 

Consulte as tecnologias certificadas. Mais informações sobre essas soluções podem ser encontradas no Banco de Tecnologias Sociais > Pesquisa Tecnologias > Ano do Prêmio > 2017

 

Confira o regulamento do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social: www.fbb.org.br/premio

 

Assessoria de Comunicação da Fundação BB:

Dalva de Oliveira: 61 3104-4667

Fabiana A. Vieira: 61 3104-4658

Paula Crepaldi: 61 3104-4683

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26/07/2017

Encontro Territorial debate agricultura familiar e educação contextualizada no território do Araripe

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Feira Agroecológica e Cultural compõe a programação e é aberta ao público com produtos, poesia e muita música

Assessoria de comunicação do Caatinga

Nesta quinta-feira, 27, tem início o “Encontro Territorial da Agricultura Familiar: Água de Educar”, em Ouricuri (PE). O encontro vai refletir sobre a agricultura familiar no território do Araripe e em especial a Educação Contextualizada. Na fim da tarde do dia 27, a partir das 18h, tem início a” Feira Agroecológica e Cultural: Saberes e Sabores da Agricultura Familiar”, que é aberta ao público, na Praça Frei Damião.

O encontro contará com a participação de agricultores e agricultoras, gestores públicos, organizações e movimentos sociais dos 11 municípios do território do Araripe, que vão debater sobre as ações para agricultura familiar no território, levantando denúncias e ações exitosas.

A Feira Agroecológica e Cultural traz os saberes e sabores da agricultura familiar, com barracas de frutas, verduras, doces, sequilhos e artesanatos. Além dos produtos agroecológicos produzidos no território, a feira vai contar com muita animação cultural.

Vai ter muita poesia, forró e mais músicas. E será um momento de partilha da agricultura familiar com o município de Ouricuri. A atividade é uma realização do Caatinga e da Rede de Agricultores/as Experimentadores do Araripe, e integra as ações do Projeto Cisternas nas Escolas, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).


16/07/2017

“Fechar escola é crime!”

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Em entrevista ao Caatinga, professora da UFPB alerta para as consequências do processo de fechamento das escolas do campo

por Kátia Rejane

Albertina de Brito (à direita) participou de mesa em encontro da ASA | Foto: Verônica Pragana (Asacom)

Aconteceu no município de Areia (PB), entre os dias 11 e 13 de julho, a Oficina de Formação dos Monitores e Monitoras Pedagógicos/as do Programa Cisternas nas Escolas, realizada pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). A professora Albertina Maria de Brito, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), campus Bananeiras, e que integra a Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab) participou contribuindo em uma das mesas do encontro. Em entrevista ao Caatinga, Albertina Brito fala sobre a importância de uma educação para a convivência com o Semiárido e alerta para as consequências do processo de fechamento das escolas do campo.

Caatinga – Como você avalia o papel da academia no processo de construção e fortalecimento da convivência com o Semiárido?

Albertina Maria de Brito – A academia tem um papel fundamental de democratização do conhecimento, democratização do saber, de sistematização na tentativa de aprimoramento de processos históricos, culturais dos povos do Semiárido. Para isso, a academia precisa primeiro se descobrir também nesse contexto. É preciso ela reconhecer que tem um papel. Já existem vários sujeitos na academia que tem esse empoderamento do reconhecimento do Semiárido, mas é preciso a gente avançar no sentido de se reconhecer como sujeitos históricos num contexto que teve processos de escolarização negligenciados, no direito a ter acesso. E é preciso a gente ir entendendo isso, dar as colaborações, que de fato vão influenciar o que a gente defende quando se trata de educação como direito, de propiciar a emancipação desses sujeitos, de propiciar a liberdade, no sentido de liberdade de ação, de atuação. O conhecimento e o reconhecimento com valorização dos seus processos históricos e culturais. E aí a academia tem um papel fundamental no que diz respeito em como ela fomenta suas pesquisas.

Caatinga – E a participação de outros atores, outras organizações nesse processo de educação, como você avalia isso?

Albertina – São sujeitos que são fundantes dese processo. Fundantes no sentido de existência histórica desse contexto, e sujeitos que tem conhecimentos, que tem sabes históricos que precisam ser também partilhados. E um dos espaços da partilha desses processos é por meio da escolarização, é por meio dos processos de uma academia que luta e enxerga esses sujeitos como conhecedores, sabedores, detentores de saberes históricos, necessários a nossa existência como um todo. Tais como a soberania alimentar, a escolarização enquanto direito no sentido e significado pra vida dos sujeitos. A gente tem inúmeras comunidades tradicionais, com pessoas que fazem esses processos, porém não têm a visibilidade necessária para que esses processos tomem a devida amplitude que devem tomar, no sentido da dimensão do Semiárido mais povoado do mundo que é o nosso.

Caatinga – Nesse território, vocês fizeram uma pesquisa sobre o processo de fechamento de escolas. Queria que você contasse para a gente um pouco de como vocês enxergam esse processo que acontece no Brasil todo de fechar escolas do campo. É de fato necessário fazer esse fechamento ou tem outras vias?

Albertina – Tem várias outras vias. Primeiro a gente entende que fechar escola é crime! Existe uma bandeira de luta, como iniciativa dos movimentos sociais, principalmente o MST [Movimento dos Trabalhadores Sem Terra]. E fechar escola é um crime porque fere o direito a ter acesso a uma educação escolarizada com toda a carga de conhecimento histórico do contexto que o sujeito está inserido. Na hora que você fecha, você tira essa possibilidade, você nega que o sujeito tem acesso a conhecimentos universais, conhecimentos que são parte do patrimônio histórico da humanidade. Com todas as contradições que a escola tem, você tira todas as possibilidades de existência, de construção de conhecimento desses sujeitos nesse contexto. E a nossa luta é pelo direito a ter acesso à educação, só que não é qualquer educação. E a educação que a gente defende é aquela que bebe nos princípios da educação para a convivência com o Semiárido, nos princípios da educação popular, nos princípios da educação do campo. É a educação que bebe nos princípios do acúmulo da sociedade civil organizada e que tem demonstrado por várias vias, por vários caminhos, como a gente pode protagonizar esses processos. Então, a gente defende essa educação também dentro da escola. A gente fala educação num sentido amplo, educação dentro e fora da escola. Entender esse processo de fechamento por meio de uma pesquisa foi uma iniciativa da Rede de Educação do Campo da Borborema. A rede é constituída por pessoas e instituições do Território Agroecológico da Borborema, que é mobilizado pelo Polo Sindical da Borborema, que é uma organização de sindicatos locais que tem todo um processo e ações educativas nesse contexto. A rede se constitui de sujeitos, universidades, assessores técnicos da AS-PTA, do Polo, da UFPB campus Bananeiras, representantes de secretarias de educação. E a rede se articula desde 2006/2007, como iniciativa  reconhecimento das práticas em educação do campo no nosso território, e de reconhecimento da necessidade de valorização dessas práticas. E um dos encaminhamentos nosso foi, primeiro mapear essas realidades em termos de educação do campo. Depois, com a chegada mais ou menos em 2009/2010, quando ficou mais forte o processo de fechamento, a gente viu como uma necessidade fundamental de entender isso, e aí foi quando veio a história de fazer uma pesquisa, feita a várias mãos de entendimento de como está esse processo. Só que pensamos a pesquisa não para quantificar, mas para entender o impacto desses processos na vida dos camponeses. É daí que vem os relatos, que são chocantes, de pessoas que não tem mais acesso a essa escola no seu contexto. É o seu direito negado nesse processo de reordenamento escolar. Na tentativa de entender isso, a gente selecionou quatro municípios: Solânea, Remígio, Areia e Massaranduba. Desses quatro, como somos poucos e a gente não teve como dar conta de tudo, a gente trabalho especificamente dois: Solânea e Remígio e mais especificamente Solânea, que foi o município que a gente chegou a fazer a devolução do resultado dessa pesquisam com os sujeitos que participaram das narrativas com relação ao impacto desse fechamento. A gente não chegou a publicar, mas nós temos elementos para discutir porque não fechar, porque fechar é crime, porque que existem outras vias para o não fechamento. Temos elementos para fazer isso e a gente está tentando pautar por onde a gente passa, com base nesses elementos, esses resultados. Não existe só essa pesquisa, já existem outros estudos mais quantitativos sobre os fechamentos, inclusive no contexto do Semiárido. Enquanto Rede de Educação do Polo da Borborema temos assento no Comitê Estadual de Educação do Campo e lá a gente já está pautando a necessidade de entender e trazer a tona esse processo do fechamento no estado como um todo.

Caatinga – No contexto político em que vivemos de golpe, como as atuais medidas do governo estão impactando a educação contextualizada para a convivência com o Semiárido?

Albertina – Foram cortes significativos no que diz respeito a redução de investimento em uma educação, que não é nem a educação que a gente espera, é importante ressaltar isso. Mas houve cortes e a tentativa de imposição, por exemplo, da escola da mordaça. Que é uma proposta que vem com uma escola sem partido, mas totalmente partidária a um modelo de desenvolvimento econômico que desconstrói todo processo que a gente vem construindo de maneira lenta, de maneira desafiante por conta das condições que temos para construir, que não são muitas. Mas somos muito resistentes no Semiárido, e vem por exemplo, uma proposta como essa do governo para quebrar todo esse processo, por exemplo, a Reforma do Ensino Médio, uma proposta que vem no sentido de formação de mão de obra. Não é nenhuma formação voltada para pensar a vida, para pensar a existência da vida no lugar que se tem. É uma formação voltada para a profissionalização do sujeito para desqualificação do trabalho e venda da mão de obra barata. Então, há uma série de ataques na educação como um todo, e são justamente porque a gente estava conseguindo ter um pouco de avanço, no que diz respeito a maneira de pensar, de se enxergar e de ser. Então, o desmonte principal, o ataque é na educação.


25/06/2017

Caravana Agroecológica vai passar por seis municípios do Submédio São Francisco

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por Comunicação Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano

Refletir sobre modelos de desenvolvimento e sistemas agroalimentares a partir de elementos comuns a uma bacia hidrográfica. Esse é o objetivo da “Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano: nos caminhos das águas do São Francisco”, que tem início nesta segunda-feira (26), em Juazeiro (BA). O grupo de 70 pessoas, que fará parte da Caravana, também tem como proposta dar visibilidade a denúncias, conflitos e experiências de resistência e organização de comunidades dos seis municípios que serão visitados.

No primeiro dia da Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano, os participantes vão se reunir, em Juazeiro, para um momento de integração e reflexão sobre a região do Submédio do São Francisco. No dia seguinte, a Caravana vai se dividir em duas rotas, uma com destino aos municípios de Campo Formoso e Jacobina; e outra, que passará por Casa Nova, Remanso e Campo Alegre de Lourdes. Durante três dias, integrantes de movimentos e entidades populares, universidades, centros de pesquisas e órgãos públicos vão vivenciar diferentes realidades e contrastes do Semiárido baiano.

Seis eixos orientaram a construção das rotas da Caravana: os impactos da mineração, conflitos fundiários, conflitos por água, uso e impactos de agrotóxicos, experiências agroecológicas e resistências comunitárias. Para Manoel Ailton Rodrigues, integrante do Movimento Quilombola e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, é de suma importância os locais escolhidos para a realização da Caravana. “Os impactos nas bacias do rio Salitre e do entorno do Lago de Sobradinho são os objetivos da Caravana Agroecológica. Sem dúvida, ela vai fortalecer a luta dos respectivos comitês”, afirma.

Comunidades tradicionais, como quilombolas, pescadores e fundos de pasto também estão incluídas nas rotas dos caravaneiros/as. Como parte da programação, acontecerá, no dia 28 pela manhã, o Seminário: “Ameaça aos Territórios Tradicionais”. A atividade será realizada no salão da Colônia de Pescadores de Casa Nova e é aberta a toda a população. “A programação está bastante rica, convidamos todas comunidades por onde a Caravana estará passando para participar com a gente. Várias pessoas de diversas organizações estarem juntas em uma caravana ajuda a gente a reconhecer os desafios para além da própria comunidade ou organização, nos permitindo um olhar de mais amplo para o território onde estamos”, ressalta o sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e integrante da coordenação da Caravana, André Burigo.

A Caravana Agroecológica tem como diferencial a produção de um diagnóstico sobre o Submédio do São Francisco a partir de trocas e saberes coletivos e uma análise crítica composta por olhares de pesquisadores, comunidades, técnicos e integrantes de movimentos populares. Como resultado, espera-se realizar e reforçar denúncias de violações de direitos e contribuir para a atuação do Ministério Público da Bahia, pressionar por políticas públicas e sociais, fortalecer a luta de comunidades tradicionais e divulgar experiências agroecológicas e de Convivência com o Semiárido. Uma carta política e um documentário também serão produzidos a partir da Caravana.

“A vivência da Caravana já é um grande resultado. É uma aposta de que devemos e pudemos caminhar juntos, construindo convergências nas ações”, diz Burigo. As Caravanas Agroecológicas têm sido realizadas por todo o Brasil desde 2013, como estratégia de mobilização de diferentes atores sociais. A do Semiárido Baiano vem sendo construída desde agosto do ano passado, com a participação de cerca de 30 organizações dos âmbitos federal, estadual e que atuam na região do Submédio do São Francisco. O encerramento da Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano será realizado no dia 30, no Espaço Plural da Univasf, em Juazeiro.


21/02/2017

Primeiros biodigestores construídos no Sertão do Araripe

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O Biodigestor é uma tecnologia social, relativamente simples de ser construída, desenvolvida com esterco bovino, onde através do processo de fermentação, por meio de bactérias é produzido o biogás que é utilizado para cozinhar. Os resíduos que sobram: líquido (biofertilizante) e sólido (adubo orgânico) são utilizados na produção agroecológica. Esta tecnologia vem sendo experimentada em vários territórios do semiárido. No Araripe Pernambucano, recentemente foram implantados, os primeiros: Um no Sitio Lagoa Comprida, Ouricuri e o outro na serra dos Pau Dóias, município de Exu.

 

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No sitio Lagoa Comprida, Ouricuri, a família de Deovania e Adelmir, estão experimentando a tecnologia, com muita satisfação e esperança, e contam que através do acompanhamento técnico que recebem da Ong Caatinga, por meio de uma chamada pública de ATER (Sertão Leiteiro), participam de atividades, como intercâmbios e formações.  Nessas trocas, a família recebeu uma cartilha que mostrava como funciona o biodigestor, e despertou a curiosidade do casal.

Buscaram mais informações na internet e outros materiais impressos,  e com o apoio do Caatinga e contribuição da ONG Diaconia, que tem atuação no sertão do Pajeú e trabalha com biodigestores,  Adelmir e  o pedreiro da comunidade, Dival , foram ao sertão do Pajeú conhecer de perto um biodigestor.  Na volta, foi construído na casa de Adelmir e Deovania o primeiro biodigestor do território do Araripe, através de mutirão.

 

Hoje poucos meses de uso, a família conta que muita coisa mudou, pois eliminaram todo gasto com a compra de gás butano, que tinham e sabem que hoje estão contribuindo com a natureza, pois não emitem mais gases poluentes ao meio ambiente. “ É muito bom saber que a gente esta utilizando uma tecnologia que não tem gasto para nós, que é simples e que não polui, não causa danos ao meio ambiente, estou muito feliz” Conta Deovania ao falar da tecnologia.

Adelmir diz que recebem visitas frequentemente para conhecer a tecnologia. “ Muita gente na comunidade, não acreditava que funcionava, que só com o esterco dos animais, a gente não conseguiria produzir tanto gás, e hoje podem ver aqui em casa como funciona e funciona muito bem” Diz Adelmir orgulhoso em poder mostrar aos visitantes que a tecnologia é eficiente.

Ressaltam ainda que gostariam que todas as famílias do semiárido, tivessem acesso a um biodigestor, pois além de produzir gás, o biodigestor produz fermentado biológico e adubo orgânico, excelente para as plantas, e isso contribuiria para a preservação ambiental e a vida no bioma Caatinga.

Poucos dias depois a família de Silvanete e Vilmar Lermen também construíram a tecnologia em sua propriedade, na Serra dos Paus Dóias, município de Exu.

 


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